Fitch mantém rating estável da Votorantim após venda da CBA e reforço na liquidez

Fitch mantém rating estável da Votorantim após venda da CBA; transação fortalece liquidez e diversificação do grupo.
31/01/2026 às 09:02 | Atualizado há 4 dias
               
Fitch avalia venda total da Votorantim na CBA como movimento estratégico relevante. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

A Fitch Ratings avaliou que a venda da participação da Votorantim na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) para um consórcio liderado pela Chalco e Rio Tinto está alinhada à estratégia do grupo de reduzir a exposição a commodities. A operação, no valor de R$ 4,7 bilhões, deve fortalecer a liquidez da Votorantim e apoiar a diversificação dos negócios.

A agência manteve o rating de longo prazo da Votorantim em ‘BBB’ para moedas estrangeira e local, e ‘AAA(bra)’ no rating nacional, todos com perspectiva estável. A transação transfere o controle da CBA para os novos sócios e prevê oferta pública para acionistas minoritários, sujeita a aprovações regulatórias até 2026.

Apesar da CBA ter maior alavancagem, a venda deve beneficiar moderadamente o endividamento consolidado da Votorantim, que já mantém uma estrutura financeira sólida. O caixa da empresa é robusto, podendo cobrir amortizações dos próximos cinco anos.

A agência Fitch Ratings avalia que a venda da participação de 68,596% da Votorantim na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) ao consórcio liderado pela Aluminum Corporation of China Limited (Chalco) e Rio Tinto está alinhada à estratégia do grupo de reduzir exposição a commodities e focar em mercados desenvolvidos. O valor da transação é de R$ 4,7 bilhões, que deverão fortalecer a liquidez da Votorantim e apoiar sua diversificação.

A Fitch mantém o rating de longo prazo da Votorantim em ‘BBB’ para moedas estrangeira e local, além do rating nacional ‘AAA(bra)’, todos com perspectiva estável. A operação transfere o controle da CBA aos novos sócios e implica uma oferta pública para os acionistas minoritários, dependendo de aprovações regulatórias previstas para 2026.

Apesar da CBA apresentar maior alavancagem, a transação deve trazer benefício moderado para o endividamento consolidado da Votorantim, que já mantém estrutura de capital robusta. Em setembro de 2025, a produtora representava cerca de 7% do Ebitda do grupo e respondia por 13% da dívida total. A Fitch projeta que o índice dívida líquida/Ebitda poderá alcançar 1,0 vez em até três anos, sem novos investimentos relevantes.

A posição de caixa da Votorantim é considerada muito forte, somando R$ 13,6 bilhões em setembro de 2025, capaz de cobrir amortizações previstas para os próximos cinco anos. A dívida consolidada, incluindo ajustes, alcançava R$ 30,7 bilhões.

Via Money Times

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