Fósseis de 770 mil anos no Marrocos podem indicar ancestral comum do humano moderno e neandertal

Fósseis encontrados no Marrocos indicam ancestral comum entre humano moderno e neandertal, ampliando o entendimento da evolução humana.
10/01/2026 às 06:47 | Atualizado há 1 mês
               
Ossos antigos descobertos em caverna de Casablanca, Marrocos, revelam história humana. (Imagem/Reprodução: Redir)

Fósseis com cerca de 770 mil anos foram descobertos em uma caverna perto de Casablanca, no Marrocos. Esses vestígios podem representar um ancestral comum do humano moderno e dos neandertais, mostrando traços antigos e modernos do gênero Homo.

Os ossos encontrados incluem mandíbulas, dentes, vértebras e um fêmur com sinais de terem sido roídos por um grande carnívoro. A datação foi feita por alterações no campo magnético terrestre, situando esses fósseis no início do Pleistoceno Médio.

Essa descoberta reforça a importância da África na origem do gênero Homo e ajuda a entender melhor a diversidade e evolução dos ancestrais humanos há quase 800 mil anos.

Fósseis com aproximadamente 770 mil anos encontrados em uma caverna próxima a Casablanca, no Marrocos, podem representar um ancestral comum do humano moderno e dos neandertais. Esses vestígios exibem uma combinação de traços antigos e características que só surgiram em espécies mais recentes do gênero Homo. A descoberta foi publicada na revista científica Nature por uma equipe internacional liderada por Jean-Jacques Hublin.

Os ossos incluem mandíbulas, dentes, vértebras e um fêmur que apresenta sinais de ter sido roído por um grande carnívoro. A datação mais confiável, baseada em mudanças no campo magnético terrestre, posiciona esses fósseis na transição para o Pleistoceno Médio, período essencial para o estudo da evolução humana.

Esse achado está alinhado com estimativas genéticas sobre a divergência das linhagens que deram origem aos seres humanos modernos, neandertais e denisovanos. Além disso, a idade dos fósseis se aproxima da encontrada para o Homo antecessor, fóssil encontrado na Espanha, que pode ser um parente próximo, porém mais avançado, desses ancestrais.

Segundo os pesquisadores, os fósseis do Marrocos podem representar populações bastante próximas da origem africana profunda do humano moderno. Ainda assim, especialistas alertam que não é possível afirmar que esses restos sejam o ancestral direto comum das linhagens humanas, mas certamente traços importantes na história evolutiva do gênero Homo.

Essa descoberta amplia o entendimento sobre a diversidade e a origem do nosso gênero, reforçando o papel da África na história da evolução humana, especialmente nessa fase crucial de quase 800 mil anos atrás.

Via Folha de S.Paulo

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