Fósseis de criaturas marinhas com 512 milhões de anos são descobertos na China

Milhares de fósseis de 512 milhões de anos são encontrados na China, revelando detalhes incríveis da vida marinha antiga.
29/01/2026 às 06:42 | Atualizado há 7 dias
               
Descobertas 153 espécies, 91 inéditas, ampliando o conhecimento da biodiversidade. (Imagem/Reprodução: Redir)

Paleontólogos encontraram milhares de fósseis de criaturas marinhas com 512 milhões de anos na província de Hunan, sul da China. A descoberta inclui 153 espécies, das quais 91 são inéditas, com preservação que revela detalhes como pernas, brânquias e nervos.

A chamada biota de Huayuan é comparável a outras descobertas famosas, mostrando um ecossistema marinho complexo em águas profundas. Os fósseis destacam artrópodes predadores e outras formas de vida da época, com informações valiosas sobre a recuperação após uma extinção em massa.

Este achado contribui para o entendimento da evolução inicial dos animais e do impacto ambiental da época. Evidências mostram que organismos já se difundiam pelos oceanos desde o início da explosão Cambriana, ampliando o conhecimento sobre a vida marinha antiga.

Paleontólogos descobriram milhares de fósseis de criaturas marinhas com cerca de 512 milhões de anos no sul da China, numa região chamada Huayuan, na província de Hunan. Essas descobertas incluem 153 espécies, sendo 91 delas inéditas. Os fósseis estão tão bem preservados que permitem observar pernas, brânquias, intestinos, olhos e até nervos desses animais.

Conhecida como a biota de Huayuan, essa coleção rivaliza com outras famosas, como a da biota do xisto Burgess, no Canadá, e a de Chengjiang, em Yunnan, na China. Os animais viviam nadando e se alimentando em um ecossistema marinho complexo, em águas profundas na borda da plataforma continental.

Os fósseis incluem principalmente artrópodes, cnidários e esponjas, que foram alguns dos principais grupos de vida animal na época. O grande destaque vai para os artrópodes predadores, com membros especializados para capturar presas, e uma criatura coberta de espinhos, lembrando um cacto.

Este achado oferece uma visão valiosa de um ecossistema marinho que se recuperava de uma extinção em massa causada provavelmente por vulcanismo e mudanças climáticas rápidas há 513,5 milhões de anos. Os fósseis indicam que as espécies de águas profundas foram menos afetadas do que as de águas rasas.

Além disso, há evidências de parentes próximos dos vertebrados entre os achados. A presença de estágios larvais comuns sugere que esses organismos já conseguiam se espalhar por correntes oceânicas desde o início da explosão Cambriana.

Via Folha de S.Paulo

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