Fotógrafo brasileiro registra rara aurora no céu do Rio Grande do Sul

Aurora rara foi registrada no Rio Grande do Sul, fenômeno pouco comum em baixas latitudes brasileiras.
06/02/2026 às 17:41 | Atualizado há 1 hora
               
Evento raro no Brasil ocorreu após tempestade eletromagnética que trouxe auroras ao Sul. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

Uma tempestade solar intensa permitiu o registro raro de uma aurora austral no Rio Grande do Sul, uma região pouco comum para esse fenômeno. O astrofotógrafo Egon Filter capturou a imagem em Cambará do Sul, local propício pela baixa poluição luminosa.

A aurora ocorreu devido à interação entre partículas do vento solar e gases atmosféricos, facilitada pela Anomalia do Atlântico Sul, que enfraquece o campo magnético nessa região. A imagem apresenta cores tênues, diferentes das auroras típicas dos polos.

Apesar da fraca visibilidade a olho nu, o fenômeno foi registrado graças à sensibilidade da câmera no período do máximo solar, quando as tempestades geomagnéticas são intensificadas. Especialistas acreditam que o fenômeno seja uma aura equatorial difusa na região.

Uma tempestade solar intensa em 19 de janeiro permitiu a observação de uma aurora austral inédita no Brasil, no Rio Grande do Sul. O fenômeno, raro nessa latitude, foi registrado pelo astrofotógrafo Egon Filter em Cambará do Sul, região com baixa poluição luminosa, onde o céu pode ser explorado em suas nuances.

As auroras ocorrem normalmente em latitudes elevadas, próximas aos polos magnéticos, pela interação entre partículas do vento solar e os gases da atmosfera, que liberam luz. No Brasil, a Anomalia do Atlântico Sul, uma região onde o campo magnético é mais fraco, facilita a penetração dessas partículas, embora as auroras sejam geralmente invisíveis nessa área.

O brilho captado por Filter apresentou colorações tênues entre vermelho e púrpura, diferentes das cores típicas verdes e rosas vistas nas auroras polares. Isso acontece porque as partículas solares atingem camadas mais baixas da atmosfera e reagem com diferentes elementos, principalmente nitrogênio e oxigênio.

Apesar da baixa intensidade visual, a imagem foi possível graças à sensibilidade da câmera, já que o fenômeno mal podia ser percebido a olho nu. Essa ocorrência está ligada ao máximo solar, período de maior atividade do Sol, caracterizado por aumento de manchas e explosões solares que intensificam as tempestades geomagnéticas.

Especialistas sugerem que o que foi registrado pode ser uma aura equatorial difusa penetrando pela Anomalia do Atlântico Sul, e não um arco auroral estável, fenômeno comum em latitudes baixas, mas com características diferentes do que foi visto no Rio Grande do Sul.

Via GALILEU

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