Como funciona o DLSS 5 e quais jogos já utilizam essa tecnologia

Saiba como o DLSS 5 melhora gráficos e desempenho em jogos com inteligência artificial avançada.
18/03/2026 às 14:47 | Atualizado há 2 horas
               
DLSS 5 revoluciona renderização neural, indo além do upscaling tradicional em games. (Imagem/Reprodução: Tecmundo)

O DLSS 5, apresentado na GTC 2026 pela Nvidia, é uma tecnologia avançada que melhora a renderização de jogos 3D. Diferente das versões anteriores, ele reconstrói elementos visuais como iluminação, sombras e materiais, tornando as cenas mais realistas e reduzindo a carga da GPU.

Jogos como Resident Evil Requiem e Assassin’s Creed: Shadows já usam essa tecnologia, exibindo melhorias visuais notáveis, especialmente em rostos e cenários. Para funcionar, o DLSS 5 exige hardware potente, incluindo GPUs GeForce RTX 5090, e oferece ajustes feitos pelos desenvolvedores para otimizar os efeitos visuais.

Essa inovação traz avanços na qualidade gráfica, mas enfrentou críticas por detalhes faciais artificiais. A Nvidia prevê ampliar o suporte a mais jogos e ajustará recursos conforme o feedback da comunidade, buscando um equilíbrio entre realismo e desempenho.

Durante a GTC 2026, a Nvidia surpreendeu ao apresentar o DLSS 5, que ultrapassa as funções tradicionais de upscaling e assume um papel de renderização neural avançada em jogos 3D. Ao contrário da ideia simplista de um filtro de IA, o DLSS 5 cria cenas mais realistas ao reconstruir elementos como iluminação, sombras e materiais com base em vetores de movimento, reduzindo a carga da GPU na renderização.

Essa tecnologia é capaz de interpretar detalhes específicos das cenas, como tipos de material — pele, cabelos e tecidos — e condições de luz, ajustando efeitos para resultados naturais. Diferente do DLSS 3 e 4, que focavam em gerar quadros intermediários para melhorar desempenho, o DLSS 5 atua durante a composição da cena, aplicando uma camada de realidade visual que antes exigia poder computacional maior.

Jogos como Resident Evil Requiem, EA Sports FC, Starfield e Assassin’s Creed: Shadows já exibem diferenças visuais notáveis, principalmente nos rostos e nas expressões dos personagens, além dos cenários com sombras e reflexos aprimorados. Mesmo assim, a tecnologia recebeu críticas pelos ajustes bruscos em traços faciais, o que alguns consideram uma “alucinação” da IA, embora não haja criação de conteúdos aleatórios, somente uma reinterpretacão do original.

Para funcionar, o DLSS 5 exige hardware robusto, sendo testado com duas GPUs GeForce RTX 5090, uma para rodar o jogo e outra para processar IA. A Nvidia prevê o lançamento entre setembro e novembro, com suporte para diversos títulos, mas pode adaptar o recurso conforme o feedback da comunidade. Desenvolvedores também terão controle sobre a intensidade dos efeitos aplicados, buscando um ajuste fino para cada game.

Via TecMundo

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