Fundo canadense CDPQ planeja investir até US$ 2 bilhões por ano no Brasil para diversificação

CDPQ pretende aplicar até US$ 2 bilhões anuais no Brasil, aproveitando a diversificação econômica do país para ampliar investimentos.
02/02/2026 às 17:41 | Atualizado há 2 horas
               
CDPQ mantém forte interesse em investimentos no Brasil, reforçando seu compromisso. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

O fundo canadense CDPQ mantém o interesse em ampliar seus investimentos no Brasil, com planos de aplicar entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões por ano. O foco principal está em setores de infraestrutura como energia, transporte e saneamento, valorizando o ambiente regulatório estável e contratos de concessão de longo prazo.

Eduardo Farhat, diretor para América Latina, destaca que o Brasil é um bom local para diversificação graças à baixa correlação da sua economia com outras. Diferentemente do México, o comércio exterior brasileiro é menos expressivo, o que contribui para a estabilidade dos portfólios globais em períodos de volatilidade.

O CDPQ também demonstra interesse em investir em energia nuclear, depois de aplicar recursos numa usina no Reino Unido. O fundo acredita que o Brasil tem potencial nessa área, mas que há necessidade de mudanças regulatórias e uma visão mais moderna para ampliar o uso dessa fonte energética.

O fundo de pensão canadense CDPQ mantém o interesse em crescer no Brasil, pretendendo investir entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões anualmente no país. O CDPQ no Brasil já aplicou R$ 9,4 bilhões em ativos de transmissão da Equatorial no ano passado e não vê os resultados eleitorais de 2026 como impeditivos para sua estratégia de investimento.

Eduardo Farhat, diretor para América Latina, destaca que o Brasil oferece uma boa oportunidade para diversificação, pois sua economia é pouco correlacionada com as demais. Enquanto o comércio exterior brasileiro representa menos de 20% do PIB, no México esse índice chega a 85%. Essa característica favorece a eficiência de portfólios globais em momentos de volatilidade internacional.

O fundo tem focado em setores de infraestrutura, especialmente energia, transporte e saneamento, identificando um espaço para ampliar investimentos. Apesar de contar com grandes investimentos em rodovias globalmente, o CDPQ ainda não viu oportunidades relevantes no Brasil para esse segmento que justifiquem uma aplicação significativa.

Além disso, o interesse do CDPQ em energia nuclear aumentou após investir £ 1,7 bilhão na usina Sizewell C no Reino Unido. Farhat vê potencial para o Brasil, que possui reservas de urânio, mas ainda limita o uso dessa fonte energética devido a percepções negativas e regulações restritivas. Segundo ele, é necessário revisar a visão ultrapassada e considerar modelos mais flexíveis para aumentar a participação da energia nuclear na matriz nacional.

O fundo valoriza um ambiente regulatório estável e contratos de concessão bem estruturados para investimentos de longo prazo. Essa abordagem busca mitigar riscos institucionais e garantir a preservação da legalidade mesmo em ciclos políticos complexos.

Via Brazil Journal

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.