Pesquisadores da Universidade Virginia Tech descobriram que proteínas de fungos da família Mortierellaceae aceleram a formação de gelo. Essa descoberta abre caminho para o uso dessas proteínas na manipulação do clima, como na semeadura de nuvens para estimular chuva ou neve.
Essas proteínas fúngicas são solúveis em água e apresentam menor risco ambiental em comparação ao iodeto de prata, atualmente usado na semeadura. Além disso, podem ser aplicadas em áreas como criopreservação, melhorando práticas médicas e ambientais.
O uso dessas moléculas pode contribuir para a conservação dos recursos hídricos, combatendo secas e ajudando a aumentar os níveis em reservatórios com menor impacto ambiental.
Pesquisadores da Universidade Virginia Tech, nos EUA, identificaram que proteínas produzidas por fungos da família Mortierellaceae funcionam como catalisadores na geração de gelo. Esse avanço, publicado na revista Science Advances em 11 de março, abre possibilidades para a aplicação dessas moléculas em técnicas de manipulação do clima.
A análise genética revelou que os genes responsáveis por essa capacidade foram adquiridos há milhares de anos por transferência horizontal de uma bactéria ancestral. Diferentemente das proteínas bacterianas, as fúngicas são solúveis em água e estão presentes sem a necessidade da célula inteira, tornando-as mais seguras para usos práticos.
Uma das principais aplicações consideradas é na semeadura de nuvens, processo que intensifica a formação de gelo para estimular chuva ou neve artificialmente. Atualmente, o iodeto de prata é usado nesse método, mas sua toxicidade é motivo de preocupação. A proteína fúngica pode ser uma alternativa menos agressiva ao meio ambiente.
Outros usos incluem a criopreservação de células, como tecidos e embriões, onde a aceleração da formação de gelo é crucial. A molécula fúngica pode oferecer uma solução mais eficiente e segura, beneficiando a ciência médica e ambiental.
Esse processo de semeadura pode ser importante para a conservação dos recursos hídricos, auxiliando no combate a secas e no aumento dos níveis em reservatórios, sem os riscos ligados a atuais agentes químicos.
Via Galileu