Pesquisadores da UFSC registraram pela primeira vez no Brasil um fungo zumbi infectando uma aranha na Reserva Ducke, próximo a Manaus. O Cordyceps caloceroides altera o comportamento do aracnídeo para dispersar seus esporos.
Este fungo é um endoparasita que atua sobre artrópodes, não apresenta risco para humanos e é importante para o equilíbrio ecológico. A descoberta amplia o conhecimento sobre parasitismo na Amazônia.
Além de abrir debates científicos sobre fungos que influenciam o comportamento animal, o estudo também reforça o papel desses organismos na biodiversidade e em possíveis aplicações farmacêuticas.
Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) registraram pela primeira vez no Brasil uma aranha parasitada por um fungo zumbi. As imagens foram feitas na Reserva Ducke, perto de Manaus (AM), e receberam atenção nas redes sociais no início de 2026. O organismo identificada é o Cordyceps caloceroides, que infecta artrópodes, já conhecido por seu comportamento que altera o hospedeiro.
O fungo zumbi pertence ao gênero Cordyceps e atua como endoparasita de insetos e aracnídeos. Ele alcança o sistema nervoso central do animal e modifica seu comportamento, garantindo a liberação dos esporos para infectar outros indivíduos. No caso da tarântula Theraphosa blondii, o fungo produz estruturas alaranjadas, visíveis fora do corpo do aracnídeo, que ajudam a dispersar os esporos no ambiente.
Apesar da similaridade com a ficção, como na série The Last of Us, o fungo zumbi não representa ameaça aos humanos. Segundo o professor Elisandro Ricardo Dreschler-Santos da UFSC, o fungo é altamente especializado em hospedeiros específicos e não pode infectar pessoas. Esporos são inalados rotineiramente sem causar doenças, e os fungos dessa família são fundamentais para ecossistemas e aplicações farmacêuticas.
A descoberta também abriu debates sobre a ocorrência rara desse tipo de parasitismo em aracnídeos na Amazônia, ampliando o conhecimento sobre fungos endoparasitas que influenciam o comportamento de determinados animais no Brasil e no mundo.
Via TecMundo