Em 2026, a inteligência artificial ultrapassa seu papel como ferramenta e se torna uma infraestrutura vital em setores como finanças, saúde e educação. Essa transformação traz uma discussão importante sobre o poder envolvido no controle desses sistemas.
O uso crescente da IA concentra o controle em poucas mãos, criando uma dependência dos usuários por sistemas que não compreendem totalmente. Regulamentações enfrentam dificuldades para acompanhar a rápida evolução da tecnologia.
A principal questão é definir limites claros, governança e valores para que a inteligência artificial atue de forma ética e responsável. A discussão envolve política, ética e cultura para garantir que essa nova infraestrutura beneficie toda a sociedade.
Em 2026, a inteligência artificial ultrapassa o papel de simples ferramenta para se tornar infraestrutura invisível e fundamental em áreas como finanças, saúde e educação. Essa presença crescente traz uma reflexão importante: não se trata apenas de tecnologia, mas de poder.
Essa infraestrutura molda acessos e decisões, concentrando controle em poucos operadores, enquanto usuários dependem de sistemas que não escolhem nem entendem totalmente. O modelo atual cria uma assimetria inédita, onde a governança de tais sistemas ainda é um desafio.
Esforços de regulamentação, como o AI Act europeu, tentam recuperar o controle, mas enfrentam ritmo lento frente à evolução acelerada da tecnologia. O risco maior não é o erro da inteligência artificial, mas sim seu erro em escala, legitimado pela aparência de neutralidade técnica. Viéses automatizados ganham força enquanto a responsabilidade pelas decisões automatizadas se torna nebulosa.
O debate sobre a inteligência artificial em 2026 é sobre definição clara de limites, governança e valores que devem orientar a delegação de decisões a sistemas inteligentes. A questão que se destaca não é se a IA decidirá por nós, mas quem e em que condições autorizou essa liderança. Essa discussão é ampla, envolvendo política, ética e cultura, e deve ocorrer para garantir que a nova infraestrutura sirva à sociedade como um todo.
Via Forbes Brasil