O setor financeiro na América Latina está evoluindo para valorizar a experiência do cliente e integrar serviços digitais de forma fluída. Plataformas como super apps e e-commerces ganham espaço na jornada do consumidor, exigindo soluções inovadoras e práticas.
O conceito de embedded finance cresce, com serviços financeiros inseridos em ecossistemas digitais, incluindo wallets e criptoativos. No Brasil, o avanço do Open Finance e pagamentos instantâneos mostra a maturidade da infraestrutura financeira local.
Desafios incluem a colaboração entre reguladores e instituições para fortalecer a confiança do usuário. A transformação também requer mudanças culturais nas organizações, com equipes mais ágeis para garantir resultados escaláveis.
O Fintech Americas mostrou que o setor financeiro na América Latina está mudando o foco da inovação para a entrega de valor real ao cliente. Hoje, as instituições competem não só entre si, mas também com empresas que oferecem jornadas digitais práticas e integradas, como plataformas de e-commerce e super apps. Esse cenário exige experiências fluídas e quase invisíveis na jornada do consumidor.
A incorporação do embedded finance é fundamental nesse novo modelo, com serviços financeiros atuando fora do ambiente tradicional, integrados a marketplaces e outros ecossistemas digitais. O avanço de wallets, criptoativos e stablecoins reforça essa transformação, com bancos adotando estratégia voltada a ecossistemas em vez de produtos isolados.
No debate, a expansão internacional ganhou destaque, mostrando que estratégias variam conforme o mercado. Países como Estados Unidos demandam foco e segmentação, enquanto o Brasil se destaca em infraestrutura financeira, já consolidando o Open Finance e pagamentos instantâneos.
Apesar do avanço tecnológico, o principal desafio do Open Finance está na colaboração entre reguladores, bancos e fintechs, com a construção da confiança do usuário sendo crucial. A inteligência artificial, por sua vez, evolui como ferramenta para eficiência e decisão, embora muitas empresas ainda enfrentem dificuldades para transformar testes em resultados concretos.
A transformação no setor financeiro depende também de mudanças na cultura e gestão das organizações. Estruturas mais flexíveis e times autônomos tendem a entregar valor com mais rapidez. A chave para os próximos anos está em conectar experiência, ecossistema e execução para gerar resultados consistentes e escaláveis.
Via Startups