Os gastos administrativos do governo federal alcançaram R$ 72,7 bilhões em 2025, o maior valor em nove anos, afetando o volume de recursos disponíveis para investimentos e programas sociais.
Esse crescimento ocorre após quedas nos mandatos anteriores, dificultando o financiamento de áreas como infraestrutura, defesa agropecuária e educação superior.
Especialistas apontam que o limite de crescimento das despesas livres restringe a capacidade do país de ampliar políticas públicas, principalmente em um ano com desafios como o calendário eleitoral e aumento dos benefícios previdenciários.
Os gastos administrativos do governo federal, que abrangem custos como água, energia, telefonia, limpeza, vigilância, aluguéis e passagens, alcançaram R$ 72,7 bilhões em 2025, o maior valor em nove anos. Esse aumento reduz o espaço financeiro para investimentos e programas sociais essenciais.
Historicamente, esses custos ultrapassaram R$ 70 bilhões anuais durante o governo de Dilma Rousseff (2011-2016), caíram nos mandatos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, mas voltaram a crescer no terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, superando novamente essa marca em 2024 e 2025.
Segundo o Ministério do Planejamento, em 2026 haverá R$ 129,2 bilhões disponíveis para gastos livres dos ministérios, que incluem o custeio administrativo, investimentos e ações finalísticas. No entanto, com mais de R$ 70 bilhões já consumidos apenas para manter a máquina pública, sobra pouco para outras áreas.
Entre os setores que enfrentam restrições orçamentárias estão infraestrutura, defesa agropecuária, bolsas do CNPq e Capes, emissão de passaportes, fiscalização ambiental e trabalhista, Farmácia Popular, universidades federais e agências reguladoras. A pressão sobre o orçamento limita a expansão dessas políticas em um momento de grandes demandas sociais e estruturais.
Especialistas indicam que o atual arcabouço fiscal, que limita o crescimento das despesas livres a 2,5% ao ano acima da inflação, reduz a capacidade do país de financiar políticas públicas e investimentos necessários, especialmente num ano com desafios adicionais, como o calendário eleitoral e o aumento nas concessões de benefícios previdenciários e assistenciais.
Via Sputnik Brasil