Gestoras projetam Selic em 11,8% ao fim de 2026 com câmbio influenciando inflação

Gestoras esperam Selic a 11,8% em 2026; câmbio favorece controle da inflação e impacto nos juros.
28/01/2026 às 08:23 | Atualizado há 4 horas
               
Câmbio favorável e inflação em queda aumentam expectativas de cortes de juros no Brasil. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

As principais gestoras de fundos preveem que a taxa Selic deve encerrar 2026 em 11,8%, indicando uma estabilidade nos juros básicos no Brasil. A expectativa é baseada no cenário global, que tem influenciado positivamente o câmbio. O fortalecimento do real contribui para a redução dos preços internos e auxilia no controle da inflação.

Essa valorização do real ajuda a conter a alta dos preços ao baratear importações e commodities, o que amplia a possibilidade de futuras quedas na taxa de juros. Embora gestoras tenham reduzido sua projeção inicial de Selic para 2026, ainda recomendam cautela diante dos riscos dos mercados financeiros.

A previsão das principais gestoras de fundos para a taxa básica de juros indica manutenção dos níveis atuais, com Selic em 11,8% ao final de 2026. Embora o Banco Central brasileiro e o Federal Reserve dos EUA ainda não tenham anunciado mudanças, a expectativa é de estabilidade, com juros em 15% ao ano no Brasil e entre 3,5% e 3,75% nos Estados Unidos.

O destaque da pesquisa é o impacto do cenário global na economia doméstica. Com uma conjuntura externa mais favorável, o real se fortalece, o que contribui para a redução dos preços internos e o controle da inflação. Esse movimento cria espaço para futuras quedas na taxa básica de juros.

Em janeiro de 2025, as gestoras estimavam que a Selic chegaria a 15% em 2026; agora, essa projeção diminuiu para 11,8%, o que coincide com o alinhamento ao indicador oficial do mercado, o Boletim Focus, que aponta 12,5%. A valorização do real traz benefícios ao baratear importados e commodities, atuando como um mecanismo natural de contenção inflacionária.

No mercado acionário, percebe-se menor confiança em investimentos locais, com gestores preferindo ativos internacionais, principalmente nos EUA. Apesar disso, 72% das gestoras manteriam posições compradas em real, evidenciando otimismo moderado na moeda.

Esse cenário favorece fundos multimercados, que ganham espaço com maior disposição ao risco e estratégias mais agressivas, embora a recomendação de cautela para investidores permaneça em vigência, dados os riscos inerentes dos mercados financeiros.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.