Por que o ghosting causa mais sofrimento do que a rejeição, segundo estudos

Entenda por que o ghosting causa impacto emocional maior que a rejeição, segundo pesquisas científicas recentes.
27/03/2026 às 21:41 | Atualizado há 20 horas
               
O texto destaca que o ghosting prolonga o sofrimento devido à incerteza, diferentemente da rejeição clara. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

O ghosting acontece quando alguém desaparece repentinamente, sem dar explicações, deixando a outra pessoa sem respostas. Um estudo da Universidade de Milão acompanhou voluntários que passaram por ghosting e rejeição para analisar suas reações emocionais.

Os resultados mostram que, embora ambos os casos causem sofrimento, o ghosting provoca uma angústia mais lenta e prolongada. A incerteza emocional dificulta o fechamento e mantém o desconforto por mais tempo.

Entender esse comportamento ajuda a promover diálogos mais claros e empáticos em relacionamentos virtuais, melhorando o bem-estar psicológico em um mundo cada vez mais digital.

Você já teve alguém que simplesmente desaparece do nada, sem explicação? Esse comportamento tem nome: ghosting. Uma pesquisa da Universidade de Milão acompanhou reações psicológicas em tempo real de pessoas que passaram por esse tipo de situação. O estudo foi publicado na revista Computers in Human Behavior e revela que esse sumiço repentino causa impacto emocional prolongado.

O ghosting ocorre quando alguém interrompe a comunicação sem avisar, deixando a outra pessoa em dúvida e sem um fechamento claro. Para analisar seus efeitos, 46 voluntários conversaram por chat durante seis dias com parceiros que, no quarto dia, sumiram (ghosting), rejeitaram diretamente ou continuaram o diálogo normalmente.

Os resultados indicam que o fim do contato, seja ghosting ou rejeição, gera sofrimento. Porém, o desaparecimento causa uma angústia mais lenta e duradoura, pois deixa as pessoas presas na incerteza emocional. A confusão dificulta o processamento do ocorrido e prolonga o desconforto.

Segundo Alessia Telari, autora do estudo, a falta de comunicação impede um término emocional saudável, evidenciando que mesmo relações curtas merecem um fechamento claro. Essa pesquisa destaca o impacto do ghosting no bem-estar psicológico em ambientes digitais, onde essa prática ganhou força.

Além disso, uma pesquisa da Forbes Health/OnePoll mostra que 76% dos entrevistados nos Estados Unidos já foram ou praticaram ghosting em relacionamentos amorosos entre 2018 e 2023, reforçando sua frequência na atualidade.

Entender os efeitos desse comportamento pode ajudar a lidar melhor com términos virtuais e promover diálogos mais conscientes e empáticos.

Via Galileu

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.