A General Motors revelou que terá um impacto financeiro de US$ 6 bilhões devido à redução na produção de veículos elétricos. Parte desse valor, US$ 4,2 bilhões, está ligada ao cancelamento de contratos com fornecedores que se prepararam para volumes maiores.
Apesar da baixa bilionária, a montadora garante que os modelos elétricos atuais continuarão disponíveis no mercado americano. A decisão acompanha uma tendência de queda nas vendas pós-fim do crédito fiscal para veículos elétricos.
Além da baixa, a GM já começou a ajustar seus investimentos e produção, suspendendo a fabricação de baterias em algumas unidades. A expectativa é que os carros elétricos representem cerca de 6% das vendas da marca até 2026, refletindo a desaceleração do setor nos EUA.
A General Motors anunciou que vai registrar uma baixa contábil de US$ 6 bilhões devido ao recuo na produção de veículos elétricos. Esse valor inclui um impacto de US$ 4,2 bilhões relacionado ao cancelamento de contratos com fornecedores, que haviam preparado capacidade para volumes maiores.
Embora este ajuste financeiro seja significativo, a GM afirma que a medida não afetará a linha atual dos seus modelos elétricos disponíveis nos Estados Unidos, garantindo a continuidade dessas ofertas aos consumidores.
Esse movimento acompanha uma tendência no setor americano, que viu uma queda nas vendas de veículos elétricos após o fim do crédito fiscal de US$ 7.500 para compras desses carros, encerrado em setembro. Montadoras como a Ford também registraram baixas contábeis importantes e ajustaram seus planos para veículos elétricos.
A GM, que prometeu eliminar gradativamente veículos a combustão até 2035, já começou a reduzir investimentos, suspendeu produção de baterias em algumas fábricas por seis meses e alterou planos para uma fábrica em Michigan, dedicando-a agora a modelos como o utilitário Cadillac Escalade.
As vendas elétricas da montadora caíram 43% no último trimestre, demonstrando a desaceleração do mercado nos EUA, onde a expectativa é que veículos elétricos representem cerca de 6% das vendas totais em 2026.
A presidente-executiva Mary Barra destaca que a empresa seguirá ajustando suas ações conforme a demanda dos clientes.
Via InfoMoney