Golfinhos e orcas cooperam para caçar peixes na costa do Canadá

Golfinhos e orcas trabalham juntos na caça aos peixes na costa canadense, revelando nova cooperação entre espécies marinhas.
13/12/2025 às 06:05 | Atualizado há 4 meses
               
Grandes cetáceos e seus parceiros pequenos convivem pacificamente, revela estudo. (Imagem/Reprodução: Redir)

Na costa do Canadá, golfinhos e orcas foram observados cooperando para capturar peixes. Pesquisadores usaram drones e equipamentos subaquáticos para estudar essa interação única.

Golfinhos localizam cardumes e sinalizam para as orcas, que adaptam seu comportamento para seguir os golfinhos. Essa parceria aumenta a eficiência na caça e beneficia ambas as espécies.

Esse comportamento raro entre diferentes cetáceos amplia a compreensão sobre suas interações sociais e destaca a importância dessa cooperação para o ecossistema marinho da região.

Na costa canadense, um estudo recente revela que golfinhos e orcas trabalham em conjunto para capturar peixes. Pesquisadores da Universidade Dalhousie usaram drones, câmeras e microfones subaquáticos para acompanhar a dinâmica entre esses cetáceos. Os golfinhos-de-laterais-brancas-do-pacífico localizam cardumes e sinalizam a presença de peixes com seus cliques, servindo como batedores das orcas.

As orcas, por sua vez, seguem os golfinhos, em vez de o contrário, e mudam seu comportamento ao nadar junto com eles. Elas mergulham mais fundo e usam menos a ecolocalização, potencialmente confiando nas habilidades dos golfinhos para encontrar alimento. Essa parceria inesperada permite que ambos tenham benefícios: as orcas localizam peixes com mais eficiência, e os golfinhos aproveitam os restos da caça, especialmente pedaços de salmão-rei, uma presa maior do que eles costumam capturar.

O relacionamento destaca uma forma rara de cooperação entre espécies diferentes, já que geralmente a caça colaborativa acontece dentro do mesmo grupo. Nesse caso, orcas e golfinhos mantêm uma relação pacífica, respeitando suas diferenças de tamanho e hábitos. Complexidades como o cleptoparasitismo foram descartadas, pois não há evidências de competição agressiva entre eles.

Essa descoberta amplia a compreensão sobre comportamentos sociais em cetáceos e levanta questões sobre a frequência e a importância dessa colaboração para a sobrevivência das duas espécies. Os cientistas agora buscam entender melhor como esse sistema funciona e sua repercussão no ecossistema marinho da região.

Via Folha de S.Paulo

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