O Google alertou que o Irã planeja retaliar ataques aéreos dos EUA e Israel com ações cibernéticas que atingirão vários alvos, não restritas ao Oriente Médio.
Especialistas destacam que o país possui grupos organizados para espionagem, destruição de dados e campanhas digitais, ampliando o risco para outros países aliados dos EUA na região.
O alerta do Google e do Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido reforça a necessidade de reforço nas defesas digitais globalmente para se proteger dessas ameaças complexas.
O chefe de inteligência de ameaças cibernéticas do Google destacou que o Irã responderá aos ataques aéreos dos EUA e de Israel com ataques cibernéticos que atingirão uma variedade de alvos, não se limitando ao Oriente Médio. A declaração foi feita por John Hultquist, analista-chefe do Google Threat Intelligence Group, durante evento em Londres.
Apesar do foco ter sido inicialmente a preocupação com ataques russos na Europa, a escalada no Oriente Médio modificou o cenário das ameaças digitais, com o Irã sendo uma preocupação central por sua reputação em ciberataques complexos e organizados. Desde o início da atual tensão, o país não apenas lançou mísseis a países do Conselho de Cooperação do Golfo, mas também deve direcionar ataques digitais a esses aliados dos EUA na região.
O Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido já emitiu alertas para que empresas reforcem suas defesas, ressaltando que o Estado iraniano mantém capacidade operacional para operações cibernéticas. O Irã conta com vários grupos ligados às suas agências de inteligência, como o Cotton Sandstorm e o MuddyWater, que realizam desde espionagem até ataques destrutivos de dados.
Essas organizações trabalham em três frentes principais: espionagem, destruição de informações e campanhas que combinam ataques digitais com propaganda. A abrangência e o histórico dessas ações indicam que as ameaças cibernéticas vinculadas ao Irã podem afetar diversos países, ampliando o impacto para além da região do conflito.
Via TecMundo