O Google aceitou um acordo para pagar US$ 135 milhões para encerrar um processo aberto nos Estados Unidos que o acusa de usar dados móveis dos usuários de Android sem autorização. O caso indica que aplicativos do Google consumiam dados em segundo plano, mesmo com a tela bloqueada ou apps fechados.
Essa prática afetava principalmente usuários com planos limitados de internet móvel, pois os dados eram usados para sincronizações e exibição de anúncios sem consentimento. Caso o acordo seja aprovado, usuários afetados poderão receber compensação financeira.
Além do pagamento, o Google deverá implementar mudanças no sistema Android para melhorar o controle do consumo de dados móveis pelos usuários, aumentando a transparência sobre o uso das informações.
O Google aceitou pagar US$ 135 milhões para encerrar um processo aberto em 2020 nos Estados Unidos, que o acusa de usar dados móveis dos usuários de Android sem autorização. O acordo, registrado em um tribunal federal da Califórnia, ainda precisa ser aprovado por um juiz.
A acusação aponta que apps do Google consumiam dados móveis mesmo em segundo plano, sem o consentimento dos usuários, chegando a usar a franquia contratada mesmo com a tela bloqueada ou os aplicativos fechados. Essa prática, incluía sincronizações, atualizações e exibição de anúncios, afetando especialmente quem tem planos limitados de internet móvel.
O processo destaca que o consumo de dados móveis contribuía para o desenvolvimento de campanhas e produtos da empresa. Segundo o documento, o sistema Android foi programado para operar dessa maneira, o que segundo os autores, configura uma ação ilegal.
Se o acordo for homologado, os usuários afetados desde novembro de 2017 poderão receber até US$ 100, valor que varia conforme o número de participantes. Além do pagamento, o Google concordou em modificar as configurações do Android para informar melhor sobre o uso dos dados móveis e facilitar o controle do consumo em segundo plano, deixando claro para o usuário seus direitos e opções.
Até o momento, a empresa não se pronunciou oficialmente sobre o acordo, que tinha julgamento previsto para o início de agosto. Essas mudanças podem impactar diretamente a forma como o sistema operacional gerencia dados, trazendo mais transparência para os usuários.
Via TecMundo