O Google anuncia sua entrada oficial no comércio eletrônico com o Universal Commerce Protocol (UCP), apresentado na NRF 2026. Essa inovação transforma o mecanismo de busca em uma plataforma capaz de executar transações diretamente, utilizando inteligência artificial.
A iniciativa visa reduzir a distância entre o interesse do consumidor e a realização da compra, aumentando a personalização e a segurança nas operações. O impacto econômico é expressivo, com previsão de receita anual bilionária e influência significativa no mercado brasileiro.
Com 34% dos consumidores preferindo interagir com agentes de IA, o varejo global e latino-americano caminha para integrar a inteligência artificial nas decisões de compra, tornando o processo mais rápido e eficiente para marcas e consumidores.
O varejo global está mudando com a entrada oficial do Google na camada transacional do comércio, anunciada durante a NRF 2026. Com o lançamento do Universal Commerce Protocol (UCP), a empresa transforma o mecanismo de busca numa interface que executa transações, marcando uma transição da busca por palavras-chave para a ação direta via agentes de IA.
Sundar Pichai, CEO do Google, resumiu a proposta afirmando que “o comércio não é mais sobre encontrar um link, mas sobre cumprir uma intenção”. O Google busca minimizar a distância entre o desejo do consumidor e a concretização da compra, usando inteligência artificial para realizar operações de forma segura e personalizada.
O impacto econômico já é notável: a Alphabet prevê uma receita anual de US$ 385 bilhões para 2025, sustentada por sua liderança de 90% nas buscas globais e um faturamento publicitário diário na ordem de US$ 800 milhões. No Brasil, esse efeito ultrapassa R$ 215 bilhões, demonstrando o papel central do Google no motor de intenção de compra, não apenas como um canal de mídia.
Com o UCP e agentes de IA, a empresa se posiciona como executor direto das transações, não mais apenas indexador de links. Cerca de 34% dos consumidores já preferem interagir com agentes para obter resultados mais rápidos e personalizados. Isso altera a forma como marcas e influenciadores atuam, pois agora é a inteligência artificial que filtra e decide o que recomendar.
Essa mudança representa um avanço significativo para o varejo, acelerando a adoção da IA também na América Latina, onde ferramentas similares já são usadas por grandes redes. O caminho aponta para uma colaboração entre intuição humana e precisão algorítmica, tornando a rapidez e a precisão da informação essenciais para a conveniência do consumidor.
Via Forbes Brasil