Google é investigado pela União Europeia por uso de IA em conteúdos do YouTube

União Europeia investiga Google por uso de conteúdos do YouTube e editoras em IA sem compensação.
09/12/2025 às 17:23 | Atualizado há 2 meses
               
UE investiga Google por domínio tecnológico, aumentando tensões regulatórias com EUA. (Imagem/Reprodução: Forbes)

O Google, do grupo Alphabet, está sendo investigado pela Comissão Europeia por supostamente usar conteúdos digitais de editoras e vídeos do YouTube para treinar sua inteligência artificial sem oferecer compensação. Essa é a segunda investigação antitruste em menos de um mês que visa o domínio das grandes empresas em tecnologias emergentes.

A investigação questiona o uso dos chamados AI Overviews, resumos gerados por IA que aparecem no topo dos resultados de busca e passaram a exibir anúncios. A Comissão avalia se o Google estaria abusando de sua posição dominante e prejudicando o ecossistema de informação e a viabilidade financeira das editoras.

As críticas também partem de grupos de editoras e anunciantes, que afirmam que o Google prioriza seus produtos de IA em detrimento do conteúdo original. Enquanto o Google nega as acusações, a União Europeia pode aplicar multas que chegam a 10% da receita global da empresa para garantir um mercado digital mais justo.

Google, pertencente ao grupo Alphabet, está sob investigação antitruste da União Europeia por suposta utilização de conteúdo digital de editoras e vídeos do YouTube para treinar seus modelos de inteligência artificial. Este é o segundo inquérito aberto pela Comissão Europeia em menos de um mês, refletindo preocupações sobre o domínio das grandes empresas em tecnologias emergentes.

A Comissão questiona se o Google estaria fazendo uso desses conteúdos sem oferecer compensação justa aos produtores e sem permitir que recusassem a inclusão em seus relatórios gerados por IA, chamados de AI Overviews. Estes resumos aparecem no topo dos resultados de busca em mais de 100 países e começaram a exibir anúncios desde maio.

Segundo Teresa Ribera, chefe antitruste da UE, essa prática poderia caracterizar abuso de posição dominante, prejudicando um ecossistema de informação saudável, que depende da viabilidade financeira das editoras. O Google, por sua vez, contesta a acusação, afirmando que tal reclamação ameaça inibir a inovação num mercado que considera competitivo.

Críticas vêm também de grupos que representam editoras e anunciantes, que alegam que o Google alterou regras básicas da internet ao priorizar seus produtos de IA, como o Gemini, prejudicando o acesso e o uso justo do conteúdo original.

A UE também está avaliando a política anti-spam do Google e seus efeitos no mercado digital, com possibilidade de aplicar multas que podem chegar a 10% da receita global anual da empresa.

Esse caso ocorre em meio ao aumento do escrutínio regulatório nas grandes plataformas de tecnologia na Europa, que visa equilibrar a competição e proteger direitos autorais.

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.