Governo ainda avalia CPI do Banco Master devido ao calendário eleitoral, diz líder no Congresso

Randolfe Rodrigues afirma que calendário eleitoral pode impedir avanço da CPI do Banco Master no Congresso.
08/01/2026 às 15:42 | Atualizado há 21 horas
               
Descrição contém erro na sigla do partido e estrutura confusa sobre apoio do governo. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, afirmou que ainda não há definição sobre o apoio do governo para a abertura da CPI do Banco Master. Ele destacou que o calendário eleitoral pode dificultar o andamento da comissão, afetando sua viabilidade prática.

Randolfe ressaltou que o governo não se opõe às investigações e que as apurações, inclusive do Banco Master, são importantes. O pedido para a CPI foi apresentado pelo deputado Carlos Jordy, mas a decisão final depende do presidente do Senado.

Além disso, o senador afirmou que o Executivo trabalhará para manter o veto presidencial que mantém as penas para os condenados pelo 8 de Janeiro, reforçando o compromisso com as decisões do Supremo Tribunal Federal.

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), declarou que o governo ainda não definiu se apoiará a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar o Banco Master. Ele apontou que o funcionamento da comissão pode enfrentar dificuldades devido ao esvaziamento natural do Congresso em ano de eleições, o que pode afetar a “viabilidade pragmática” do colegiado.

Randolfe deixou claro que o governo não se opõe a investigações de qualquer natureza, incluindo a possível CPI. “Vamos avaliar a questão”, disse durante evento no Palácio do Planalto, antes da cerimônia relacionada aos atos de 8 de janeiro de 2023. O senador reforçou que o Executivo defende que as apurações continuem e que o Banco Central deve ser respeitado em suas atribuições, mesmo diante das críticas que sofreu nas redes sociais.

O pedido para instalar a CPI está sendo liderado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que afirma já ter reunido as assinaturas necessárias para protocolo. A decisão final sobre a abertura cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-RJ), que geralmente demonstra resistência a CPIs por considerar que elas podem atrasar os trabalhos do Congresso.

Além disso, Randolfe afirmou que o governo trabalhará para manter o veto presidencial ao projeto que reduz penas para os condenados pelo 8 de Janeiro. Na cerimônia, Lula vetou essa proposta aprovada pela Câmara e Senado, buscando garantir as punições definidas pelo Supremo Tribunal Federal.

Via Money Times

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