O Governo decidiu revisar os preços-teto para o leilão de capacidade energética marcado para março. A revisão ocorre após a divulgação dos preços iniciais, que ficaram abaixo do esperado pelo mercado, com R$ 1,6 milhão por MW.ano para termelétricas novas e R$ 1,12 milhão para as já existentes. O Ministério de Minas e Energia anunciou a correção para garantir mais competitividade no processo.
A divulgação dos valores iniciais causou surpresa e gerou preocupações quanto ao sucesso do leilão e a segurança do abastecimento. Essa situação provocou volatilidade no mercado, afetando ações de empresas como a Eneva, que enfrentou queda acentuada antes de recuperar parte das perdas. A correção do preço visa ajustar as expectativas e evitar prejuízos maiores.
O leilão pretende contratar novas usinas térmicas e recontratar as atuais, além de fomentar projetos de expansão hidrelétrica. O objetivo é suprir a demanda de cerca de 20 gigawatts, especialmente nos horários de pico. O governo busca equilíbrio para garantir competitividade e segurança no fornecimento, sem atrasar o processo.
O Governo está revisando os preços-teto para o leilão de capacidade de energia previsto para março, após os valores divulgados causarem surpresa no mercado por ficarem muito abaixo do esperado. O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a correção será feita para tornar o processo mais competitivo, com uma decisão planejada para ser tomada ainda hoje.
A divulgação inicial fixou o preço-teto em R$ 1,6 milhão por MW.ano para novas termelétricas a gás e R$ 1,12 milhão para unidades já existentes, enquanto o mercado esperava valores entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões. Esse descompasso gerou preocupações sobre o sucesso do leilão e possíveis riscos ao abastecimento.
A reação do mercado incluiu volatilidade nas ações da Eneva, empresa vista como favorita no certame, que sofreu queda significativa antes de recuperar parte das perdas após o posicionamento do ministro. O episódio provocou prejuízos de cerca de R$ 240 milhões para investidores que venderam com pressa.
O leilão tem como objetivo garantir a contratação de novas usinas térmicas, recontratar as atuais e possibilitar projetos de expansão hidrelétrica para atender a demanda, especialmente nos horários de pico. Embora haja preocupação de que hidrelétricas não substituam totalmente as termelétricas, espera-se uma demanda por cerca de 20 gigawatts.
Empresas como Petrobras, Âmbar Energia, Copel e AXIA Energia são apontadas como potenciais participantes do certame. O Ministério busca ajustar os preços sem atrasar o processo, com possibilidade de alteração formal por meio de um ofício. O episódio reforça a complexidade de alinhar expectativas entre governo e setor privado para assegurar competitividade e segurança no fornecimento.
Via Brazil Journal