Governo brasileiro busca investidores chineses e gestores para leilões de ferrovias

Governo aposta em chineses e gestores para leilões bilionários de ferrovias em 2026 no Brasil.
29/01/2026 às 13:01 | Atualizado há 3 horas
               
Governo busca investidores para leilões de ferrovias com foco em empresas chinesas. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

O Governo do Brasil está focado em atrair investidores estrangeiros, destacando empresas chinesas e gestores institucionais, para os próximos leilões ferroviários previstos para 2026. São oito licitações que envolvem investimentos na ordem de R$ 140 bilhões.

Projetos como o Anel Ferroviário do Sudeste e o Corredor Minas-Rio fazem parte dessa agenda, com concessões que podem chegar a 69 anos. O governo busca garantir segurança para os investidores oferecendo licenças ambientais antecipadas.

Além disso, roadshows ocorrerão em países como China e na Europa para promover as concessões, com expectativa de primeiro leilão em junho. Essa ação sinaliza a intenção de expandir a infraestrutura ferroviária com forte participação internacional e expertise gestora.

O Governo brasileiro está mobilizando esforços para atrair investidores para os leilões bilionários de ferrovias previstos para este ano. Entre os interessados, destacam-se empresas chinesas e gestores institucionais. Segundo o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, diversos grupos tradicionais e aqueles com experiência em concessões rodoviárias estão estudando os projetos ferroviários.

A carteira de concessões inclui oito licitações previstas para 2026, totalizando cerca de R$ 140 bilhões em investimentos. A lista traz projetos como o Anel Ferroviário do Sudeste (EF-118), com R$ 6,6 bilhões em capex e concessão de 50 anos, além do Corredor Minas-Rio, que adotará a modalidade de autorização.

No segundo semestre, estão previstos desplantes maiores, como o Corredor Leste-Oeste, anunciado com o maior capex, de R$ 41,8 bilhões, e a Malha Oeste, cujo investimento estimado é de R$ 35,7 bilhões. Outro destaque é a Ferrogrão, projeto polêmico, estimado em R$ 33,3 bilhões e com concessão de 69 anos, que enfrenta disputa no STF relacionada a impactos ambientais e indígenas.

Para reduzir riscos, o Governo garantirá licenças ambientais prévias a todos os projetos antes dos leilões, seguindo prática semelhante à de concessões hidroelétricas. A Infra SA está à frente desse processo, buscando maior segurança para os investidores.

O executivo informou que roadshows acontecerão a partir de abril em várias regiões, incluindo China e Europa, para divulgar as concessões e captar interesse estrangeiro. A expectativa é que o primeiro leilão ocorra em junho, sinalizando a aposta do governo na expansão da infraestrutura ferroviária com participação estrangeira e gestora.

Via Brazil Journal

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.