Governo intensifica controle sobre importação de aço para proteger indústria nacional

Governo aplica novas tarifas para conter importações de aço e fortalecer a indústria local, impactando preço e produção.
30/01/2026 às 21:01 | Atualizado há 6 horas
               
Governo aumenta tarifas para conter importação de aço da China e Índia. (Imagem/Reprodução: Investnews)

O governo brasileiro adotou novas medidas para restringir a entrada de aço importado principalmente da China e Índia, aplicando tarifas antidumping que vigoram por cinco anos. Uma tarifa provisória de 25% foi também implementada sobre vários códigos NCM do aço para combater práticas de preços predatórios no mercado nacional.

Essas medidas visam equilibrar os preços internos e proteger a indústria siderúrgica nacional, sem caracterizar protecionismo, mas sim defesa comercial. Análises do mercado indicam que as maiores beneficiadas serão as empresas brasileiras CSN e Usiminas, que devem aumentar sua capacidade produtiva devido à maior estabilidade do setor.

O setor segue negociando acordos internacionais para reduzir tarifas impostas por outros países, buscando equilíbrio comercial sustentável para o aço brasileiro. O cenário reflete esforços para fortalecer a indústria doméstica frente à pressão das importações e favorecer um ambiente competitivo saudável.

O governo brasileiro intensificou o controle sobre a entrada de aço importado, especialmente da China e da Índia, ao adotar novas medidas antidumping para reforçar a proteção da indústria local. O Comitê de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) aprovou tarifas extras aplicadas sobre o aço pré-pintado desses países, que valerão por cinco anos. Além disso, foi instaurada uma tarifa provisória de 25% por 12 meses sobre nove códigos da NCM relacionados ao aço, com o objetivo de barrar produtos que entravam no mercado nacional a preços abaixo do valor justo.

Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil, destaca que as medidas não configuram protecionismo, mas sim defesa comercial. Ele lembra que, em 2025, as importações corresponderam a 25% das vendas anuais do setor no país. As ações visam impedir práticas comerciais consideradas predatórias.

Análises do Bank of America e do Itaú BBA indicam que essas restrições podem beneficiar especialmente a CSN e a Usiminas, principais empresas do setor com forte exposição aos produtos afetados. O Itaú BBA destaca que a maior proteção poderá conduzir a um ambiente de preços mais equilibrado e, consequentemente, a um aumento na utilização da capacidade produtiva das siderúrgicas.

Para o Bank of America, a tarifa antidumping de 25% aplicada sobre o aço pré-pintado é positiva, sobretudo para a CSN. Isso porque a China representa mais de 95% dessas importações, praticando preços significativamente menores que outros mercados, o que pressionava os preços internos.

O setor continua buscando, junto ao governo brasileiro e americano, um acordo para a redução das tarifas impostas pelos Estados Unidos, que ainda mantêm taxas próximas de 50% sobre itens como aço e alumínio. Anteriormente, existia um acordo bilateral que vigorou por seis anos, beneficiando ambos os países.

Via InvestNews

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.