Grupo Globo planeja reestruturação profunda a partir de 2026 e sucessão da quarta geração

Grupo Globo centraliza operações em nova holding em 2026, com Luís Guimarães no comando. Quarta geração da família Marinho assume papéis chave em meio a desafios como queda de receitas e competição digital.
28/11/2025 às 19:27 | Atualizado há 3 horas
               
Reestruturação do Grupo Globo
Faturamento cai, big techs pressionam: Marinho concentra poder e acelera 4ª geração. (Imagem/Reprodução: Investnews)
  • O Grupo Globo planeja sua maior reestruturação em três décadas a partir de 2026, criando uma holding central para TV, jornais, rádios e investimentos.
  • O objetivo é unificar controle sob Luís Guimarães e preparar a quarta geração Marinho para liderar, com Roberto Marinho Neto e Paulo Marinho em cargos chave.
  • O impacto inclui enfrentar queda de faturamento de R$ 28,3 bi (2014) para R$ 16,4 bi (2024), competição de big techs e rentabilizar Globoplay.
  • Novidades como TV 3.0 com anúncios personalizados testarão a estratégia.

O Grupo Globo planeja uma reestruturação profunda a partir de 2026, a maior em três décadas. Em janeiro, uma nova holding centralizará o controle de todas as suas operações, incluindo TV aberta e paga, jornais como Valor Econômico e O Globo, além de rádios como a CBN. Luís Guimarães, ex-CEO da Cosan e aliado de longa data de Rubens Ometto, assumirá o comando dessa holding.

A quarta geração da família Marinho ganha destaque nessa mudança. Eles enfrentarão quedas nas receitas de TV, a meta de rentabilizar o Globoplay de forma estável, competição de big techs no mercado de anúncios e busca por novas fontes de renda. O faturamento do grupo encolheu: R$ 16,4 bilhões em 2024, contra R$ 28,3 bilhões em 2014, ajustados pelo IPCA.

Atualmente, o grupo divide-se em quatro unidades principais: Globo (TV, Globoplay, g1, Ge.globo e Eletromidia), Sistema Globo de Rádio (CBN e Rádio Globo), Editora Globo (jornais e revistas como Época Negócios e Vogue) e Globo Ventures (investimentos em startups como QuintoAndar, Stone, LivUp e Buser).

Dois netos de Roberto Marinho assumem papéis chave. Roberto Marinho Neto, da Globo Ventures, cuidará também de diversificações e investimentos fora de mídia. Paulo Marinho, da TV Globo desde 2022, liderará Editora Globo, rádios e Eletromidia, unificando decisões.

Os desafios persistem na TV aberta e paga em declínio, com Globoplay atrás da Netflix (1,5% vs. 4,5% do consumo de vídeo). Mudanças recentes incluem contratos flexíveis com atores, direitos esportivos menos exclusivos e produções mais baratas. O Globoplay deve lucrar pela primeira vez em 2025.

A TV 3.0, ou DTV+, trará anúncios personalizados e compras pela tela, estreando em junho de 2026 na Copa do Mundo, em São Paulo e Rio. Essa reestruturação do Grupo Globo testa tecnologia, estratégia e sucessão familiar para reverter perdas.

O Grupo Globo e a família Marinho não comentaram.

Via InvestNews

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.