Como o guano impulsionou o crescimento do antigo Reino de Chincha no Peru

Descubra como o guano, fertilizante natural, ajudou a prosperar o Reino de Chincha no Peru entre os séculos 11 e 14.
20/02/2026 às 11:21 | Atualizado há 1 hora
               
A descrição destaca como um recurso natural inesperado, as fezes de aves marinhas, foi crucial para o sucesso econômico de uma civilização costeira peruana pré-inca. Fezes de aves marinhas impulsionaram a riqueza de um povo costeiro pré-inca no Peru. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

O guano, excremento de aves marinhas, foi fundamental para o desenvolvimento do Reino de Chincha, no atual território peruano, entre os séculos 11 e 14. Pesquisadores mostraram que esse fertilizante natural aumentou a produção de milho, base econômica dessa sociedade.

Estudos revelam que o guano, rico em nitrogênio, era usado para fertilizar plantações no Vale de Chincha, gerando excedente agrícola que sustentava a população local. A riqueza desse recurso também fortaleceu alianças e influenciou a cultura, destacando seu papel na história da região.

Guano, o excremento de aves marinhas, teve papel importante para o crescimento do Reino de Chincha entre os séculos 11 e 14, no território que hoje é o Peru. Pesquisadores australianos descobriram que esse fertilizante natural contribuiu para a produção intensiva de milho, base econômica dessa sociedade pré-Inca.

O estudo publicado na revista PLOS One mostrou que o guano, rico em nitrogênio, foi usado para fertilizar plantações no Vale de Chincha. Arqueólogos analisaram 35 amostras de milho de tumbas locais e observaram níveis de nitrogênio acima do normal, indicando o uso desse recurso marinho. O guano era coletado nas ilhas próximas à costa, conhecidas pelos ricos depósitos.

Essa fertilização foi decisiva para gerar excedente agrícola, sustentando comerciantes, agricultores e pescadores na região. O crescimento populacional e a influência do Reino de Chincha também foram impulsionados por esse processo. Além disso, o guano fortaleceu alianças estratégicas, principalmente com o Império Inca, que dependia do milho para a produção da tradicional bebida fermentada chamada chicha.

Registros históricos mostram que comunidades costeiras utilizavam jangadas para transportar guano das ilhas para a agricultura. A pesquisa destaca ainda que o guano tinha valor cultural e era celebrado nas expressões artísticas locais, mostrando a relação entre vida marinha e agricultura.

Este estudo reforça que, para os povos andinos antigos, a combinação entre recursos naturais, comércio e inovação agrícola foi fundamental para sua prosperidade, mostrando que até o uso do guano contribuiu para moldar a história da região.

Via Galileu

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.