Abrir uma empresa nos EUA é um objetivo para muitos empreendedores brasileiros, mas exige um entendimento profundo do mercado e das legislações locais. De acordo com Maria Eduarda Reis, advogada especializada em imigração empresarial e sócia do escritório Canero Fadul Reis Law, com sede em Miami, “o maior erro é tentar replicar nos Estados Unidos exatamente o que você faz no Brasil”. Os desafios vão além de apenas obter um visto ou preencher formulários.
Nos últimos cinco anos, o escritório em Miami já ajudou a estruturar mais de sete mil processos migratórios, abrangendo empresas, profissionais e famílias. Reis destaca que, embora seja possível para empresas brasileiras iniciar operações rapidamente, esse processo é apenas o começo. “Você pode abrir, estruturar e até transferir um colaborador-chave muito rápido, mas a regularização completa da operação, incluindo questões de residência e estabilidade, leva tempo”, explica. Essa jornada pode se estender por até cinco anos.
Um ponto crucial ao Abrir empresa nos EUA é a escolha do estado. “Cada estado tem suas próprias leis, incentivos fiscais e regras de operação. Você não escolhe apenas pela cidade mais bonita ou pelo custo mais baixo. Precisa ser onde seu negócio faz sentido operar”, observa Maria Eduarda. O escritório inicia seus serviços com um estudo de mercado abrangente, identificando o que a empresa faz, onde atuará, e quais licenças e regras se aplicam.
O suporte oferecido pelo escritório vai além da abertura da empresa. “Nosso trabalho não acaba quando a empresa começa a operar”, afirma ela. A equipe acompanha todo o processo, incluindo a contratação e documentação dos colaboradores, além de auxiliar na vida pessoal das famílias, lidando com questões como escolas para os filhos e abertura de contas bancárias.
Maria Eduarda destaca que o escritório atua como uma ponte cultural e jurídica entre o Brasil e os EUA. Os empresários não estão apenas lidando com uma empresa qualquer, mas com um time que compreende tanto o sistema americano quanto as nuances da cultura brasileira. “Isso é fundamental para superar os medos e dúvidas comuns”, afirma.
Um conselho importante para quem planeja internacionalizar é não tentar fazer isso sozinho. “O que você não pode fazer é se arriscar sem uma assessoria legal especializada”, alerta Reis. Além disso, ela adverte que simplesmente copiar o modelo de negócios do Brasil geralmente não é uma boa estratégia. “O mercado americano tem outra lógica. Se você não entende isso, vai ter problemas”, conclui.
Via EXAME