Hacker revela dados de acidente fatal da Tesla que empresa negou

Um hacker obteve informações cruciais sobre acidente fatal da Tesla, contestando a versão da empresa, que alegou não ter os dados.
29/08/2025 às 14:03 | Atualizado há 2 horas
Dados de acidente fatal
Especialista recupera dados do Autopilot; empresa nega ter conteúdo em servidores. (Imagem/Reprodução: Tecnoblog)

A polêmica sobre os carros da Tesla ganha novos contornos. Em um recente processo judicial, a empresa foi condenada em US$ 243 milhões devido à revelação de dados de um acidente fatal que negou ter. As informações foram recuperadas por um hacker especializado após o acidente em 2019, onde um veículo da marca se envolveu em uma colisão fatal na Flórida.

A recuperação dos dados de acidente pela unidade do Autopilot foi crucial para comprovar a falha da Tesla em reconhecer perigos na estrada. O hacker, conhecido na comunidade, conseguiu acessar informações que a empresa havia alegado não existirem, provocando questionamentos sobre a transparência dos sistemas de direção autônoma da montadora.

Além da condenação financeira, esse evento ressalta a importância da análise forense em investigações de acidentes. As descobertas podem impactar a confiança do público e elevar os padrões de responsabilidade das montadoras, que precisam ser mais transparentes com os dados de seus veículos.
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A polêmica em torno dos sistemas de direção autônoma da Tesla ganha um novo capítulo. Um recente caso judicial revelou que dados de acidente fatal, inicialmente negados pela empresa, foram cruciais para a condenação da montadora em US$ 243 milhões, aproximadamente R$ 1,3 bilhão. A reviravolta ocorreu após um hacker conseguir extrair informações da unidade do Autopilot de um veículo envolvido em uma colisão.

O caso, detalhado em uma reportagem do The Washington Post, remonta a um acidente de 2019 na Flórida. Um Tesla colidiu com um carro parado, resultando em uma morte e ferimentos graves em outra pessoa. No momento do impacto, o motorista do Tesla estava distraído, tentando pegar um celular.

A investigação revelou que os dados de acidente fatal, essenciais para entender a dinâmica da colisão, estavam armazenados na unidade de controle do Autopilot do veículo. Apesar de a Tesla afirmar que os dados foram enviados para seus servidores e, posteriormente, apagados do carro, a empresa alegou não conseguir localizá-los.

Após anos de tentativas frustradas, os representantes legais das vítimas recorreram a um hacker conhecido como “greentheonly”, famoso por recuperar informações de Teslas envolvidos em acidentes. Com uma cópia forense da unidade do Autopilot, o hacker conseguiu extrair os dados de acidente fatal em poucos minutos, confirmando que as informações haviam sido transmitidas aos servidores da Tesla.

Esses dados de acidente fatal foram fundamentais para recriar um vídeo do acidente, demonstrando que o Tesla falhou em reconhecer o fim da pista e planejou uma rota que passava pelo local da colisão. O júri considerou a Tesla responsável por 33% do acidente, resultando na condenação milionária. A empresa planeja recorrer da decisão, que já está sendo utilizada em um novo processo movido por um acionista, acusando a Tesla de fraude na promoção de sua tecnologia de direção autônoma.

O episódio levanta sérias questões sobre a transparência e a segurança dos sistemas de direção autônoma, além de reacender o debate sobre a responsabilidade das montadoras em casos de acidentes envolvendo seus veículos. A capacidade de um hacker em recuperar dados de acidente fatal que a própria empresa alegava não possuir coloca em xeque os procedimentos de coleta e armazenamento de informações da Tesla.

A situação também destaca a importância da perícia forense digital em investigações de acidentes de trânsito, especialmente quando envolvem tecnologias avançadas como o Autopilot. A extração e análise de dados de veículos podem fornecer informações cruciais para determinar as causas do acidente e responsabilizar os envolvidos.

O desfecho desse caso judicial pode ter implicações significativas para o futuro da tecnologia de direção autônoma. A condenação da Tesla serve como um alerta para outras montadoras, que devem garantir a segurança e a transparência de seus sistemas, além de assumir a responsabilidade por eventuais falhas que possam resultar em acidentes.

Via Tecnoblog

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Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.