Hackers usam inteligência artificial para criar vírus que invade sistemas empresariais

IA é usada para desenvolver vírus sofisticado capaz de invadir sistemas de Linux em empresas e governos.
21/01/2026 às 18:22 | Atualizado há 1 dia
               
VoidLink invade Linux, rouba senhas e apaga rastros, alerta Check Point. (Imagem/Reprodução: G1)

Pesquisadores alertam sobre o uso da inteligência artificial para desenvolver vírus cada vez mais avançados e rápidos. Um exemplo é o vírus VoidLink, criado em menos de uma semana com auxílio de IA, que pode atacar sistemas em nuvem baseados em Linux, muito utilizados por empresas e órgãos públicos.

O vírus VoidLink se adapta ao ambiente de ataque, dificultando sua detecção e possui funções para roubar senhas e apagar vestígios. Essa evolução rápida do código indica o uso de IA como ferramenta para acelerar seu desenvolvimento, aumentando o desafio para a segurança digital.

Especialistas destacam a importância de reforçar a proteção digital, especialmente para sistemas em nuvem empresariais, para evitar que essas ameaças inovadoras comprometam dados sensíveis e causem danos graves.

A inteligência artificial tem sido usada para desenvolver vírus cada vez mais rápidos e sofisticados. Um exemplo recente é o vírus VoidLink, criado com auxílio de IA em menos de uma semana, conforme análise da empresa de segurança cibernética Check Point Software. Esse vírus é capaz de atacar sistemas em nuvem baseados em Linux, amplamente usados por empresas e governos.

O VoidLink consegue identificar o ambiente em que está operando e adaptar seu funcionamento, o que facilita sua ação sem ser detectado por ferramentas de proteção. Além disso, possui recursos para roubar senhas e apagar vestígios, tornando-o preocupante mesmo sem relatos de infecções reais até agora.

Pesquisadores destacam que a rápida evolução do código, que passou de poucas linhas para mais de 88 mil em apenas sete dias, indica o uso de grandes modelos de linguagem, um tipo de IA avançada. A primeira versão já mostrava características em desenvolvimento, mas a IA acelerou seu aprimoramento.

Esse caso chama a atenção para a importância de cuidar da segurança digital, especialmente no uso de serviços em nuvem, cada vez mais comuns. Sistemas baseados em Linux são amplamente utilizados em ambientes empresariais, o que aumenta o risco caso o vírus seja empregado em ataques direcionados ou disponibilizado para terceiros.

O uso de IA para criar vírus destaca um novo desafio para a cibersegurança, que precisa acompanhar a velocidade e complexidade crescentes dessas ameaças digitais.

Via g1

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.