A Hapvida nomeou Alain Benvenuti como novo vice-presidente comercial, substituindo Jaqueline Sena para focar na redução do churn, que está afetando os resultados da empresa. Benvenuti tem larga experiência na companhia, ocupando a posição de COO desde 2017.
O número de cancelamentos quase iguala as adesões, reflectindo um desafio para a área comercial, especialmente no mercado de São Paulo. Apesar das expectativas, a movimentação fez as ações da Hapvida caírem 8%, refletindo desconfiança dos investidores.
A mudança visa aprimorar o foco na área odontológica por meio de Jaqueline, enquanto a nova gestão comercial aposta em estratégias para conter a perda de clientes e recuperar a confiança no mercado.
A Hapvida nomeou Alain Benvenuti como seu novo vp comercial, reposicionando um executivo com quase uma década na empresa em um momento delicado para as métricas comerciais da companhia. Benvenuti, que era COO desde 2017, substitui Jaqueline Sena, que acumulava as funções de vp comercial, marketing e odontologia.
Luccas Adib, CFO e CEO designado da Hapvida, afirmou que Benvenuti tem “todas as ferramentas para fazer o turnaround da área comercial” e conhece profundamente os motivos do alto churn e cancelamentos. No terceiro trimestre, a companhia registrou 614 mil cancelamentos contra 623 mil adesões, ficando praticamente no zero. Dados da ANS indicam perda líquida de 18 mil beneficiários em novembro, sinalizando desafios no quarto trimestre.
Com a mudança, Jaqueline poderá focar exclusivamente na área de odontologia, considerada estratégica, enquanto o comando do marketing deve ser repassado a outro executivo em breve. Apesar da experiência de Benvenuti, a reação do mercado não foi positiva: as ações da Hapvida caíram 8% durante a tarde.
Investidores manifestam frustração pela Hapvida não ter contratado gente externa para o cargo comercial, especialmente com experiência no mercado de São Paulo, onde a atuação depende muito do relacionamento com corretores, modelo pouco usual para a empresa, que tem forte presença no Nordeste. A área comercial vem sendo tocada majoritariamente por profissionais do Nordeste, o que, segundo analistas, pode dificultar a adaptação às práticas locais.
Nos últimos 12 meses, as ações da Hapvida acumulam uma queda superior a 55%, com a empresa avaliada em cerca de R$ 7,2 bilhões na B3.
Via Brazil Journal