A Heineken comunicou a redução de até 6 mil empregos em sua força global de trabalho, que soma 87 mil colaboradores. A medida responde à queda na demanda mundial por cerveja e busca aumentar a produtividade da empresa.
Os cortes ocorrerão especialmente em mercados europeus e em áreas consideradas menos estratégicas, além de ajustes em logística e setores administrativos. A iniciativa visa melhorar a eficiência e liberar recursos para futuros investimentos.
O setor enfrenta desafios econômicos e climáticos que afetam as vendas, com concorrentes adotando medidas similares. Apesar disso, a Heineken superou expectativas no resultado operacional do último ano e passa por processo de reestruturação interna.
A Heineken anunciou o corte de até 6.000 empregos em sua força de trabalho global, que conta com cerca de 87.000 colaboradores. Essa redução representa quase 7% do quadro total e faz parte de um plano para melhorar a produtividade diante da queda na demanda mundial por cerveja. A empresa divulgou também uma previsão de crescimento mais modesto dos lucros para 2026, entre 2% e 6%, abaixo dos 4% a 8% projetados para 2025.
O ajuste tem foco em mercados da Europa e regiões consideradas menos estratégicas. Também abrangerá ações na cadeia de suprimentos e unidades administrativas. Segundo o diretor financeiro Harold van den Broek, o objetivo é fortalecer a operação e liberar recursos para investimentos futuros. O movimento visa responder às reclamações de investidores sobre a eficiência da companhia, que é a segunda maior cervejaria do mundo em valor de mercado.
O setor enfrenta dificuldades causadas pelos desafios econômicos dos consumidores e pelas condições climáticas recentes, o que afeta as vendas. A rival Carlsberg já anunciou medidas similares, incluindo cortes de pessoal e redução de custos. No último ano, a Heineken alcançou um lucro operacional orgânico 4,4% maior que o de 2024, superando as expectativas dos analistas.
Após o anúncio, as ações da Heineken valorizaram cerca de 4% no mercado e mantêm um crescimento acumulado de aproximadamente 7% desde o final de 2025. A empresa também busca um novo presidente-executivo após a saída do antigo líder no início deste ano, reforçando um momento de reestruturação interna.
Via Forbes Money