Heineken enfrenta queda no mercado brasileiro e troca de CEO

Mercado cervejeiro brasileiro em baixa pressiona mudança na liderança da Heineken em 2025.
25/01/2026 às 10:25 | Atualizado há 6 horas
               
Volume e pressão na margem pressionam resultados da empresa no Brasil. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A Heineken anunciou a troca de seu CEO global, Dolf van den Brink, em um cenário desafiador para o mercado cervejeiro brasileiro, onde o consumo está em queda e as margens estão sob pressão.

Apesar de ampliar a produção, principalmente em Passos (MG), a empresa enfrenta diminuição nos volumes vendidos e dificuldades para manter investimentos sustentáveis no Brasil.

No terceiro trimestre de 2025, o volume global caiu 4,3%, com forte retração nas Américas de 7,4%. O consumo no Brasil apresentou queda acumulada entre 6,5% e 7% até setembro, impactado por fatores como clima, competição de gastos e mudança nos hábitos dos consumidores.

A saída do CEO global da Heineken, Dolf van den Brink, ocorre em um momento delicado para o mercado brasileiro de cerveja, que registra queda de consumo e pressão sobre margens. Enquanto a empresa amplia a capacidade de produção, especialmente na sua fábrica em Passos (MG), enfrenta volumes em retração e desafios para sustentabilidade dos investimentos no País.

No terceiro trimestre de 2025, a Heineken viu o volume global de cerveja cair 4,3%, com queda mais intensa nas Américas, alcançando 7,4%. A perspectiva para o lucro operacional orgânico indica crescimento próximo ao limite inferior das projeções anteriores, entre 4% e 8%.

O mercado brasileiro acompanha essa tendência, com consumo acumulado em queda de 6,5% a 7% no período de janeiro a setembro de 2025, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil). São estimados pelo diretor-geral Paulo Petroni uma redução total de volume de 15,5 bilhões para cerca de 14,7 bilhões de litros neste ano.

Fatores como temperaturas menores, menos ocasiões de consumo e competição pelo orçamento dos consumidores, que direcionam gastos para apostas esportivas, explicam parte da retração. Estudos da NielsenIQ indicam que os consumidores compram com frequência, porém em quantidades menores por compra.

A Heineken manteve preços congelados no mercado brasileiro até abril de 2025, retomando reajustes médios de 6% em julho, sinalizando ajuste diante do cenário mais restrito. A expectativa para 2026 é moderada, com estímulos pontuais como a Copa do Mundo e mais feriados, que podem aumentar as ocasiões de consumo, mas sem indicar recuperação rápida dos volumes.

Via InfoMoney

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