A hipótese de que a vida na Terra tenha se originado em Marte desafia explicações tradicionais. Marte e Terra são planetas com idades próximas e condições iniciais semelhantes, como atmosferas protetoras e água líquida, o que poderia ter permitido a transferência de microrganismos marcianos para a Terra por meteoritos.
A teoria considera que, ao contrário da Terra, Marte manteve uma estabilidade que favoreceu a evolução da vida por centenas de milhões de anos. O último ancestral comum universal, conhecido como Luca, poderia ter origem marciana ou terrestre, mas a sobrevivência durante a jornada espacial ainda é um ponto de debate.
Pesquisas futuras e experimentos em laboratório buscam entender melhor essa possibilidade. O estudo pode trazer novas respostas sobre a origem da vida e sua evolução, além de ampliar o conhecimento sobre a habitabilidade em outros planetas.
A hipótese de que a vida na Terra tenha se originado em Marte chama atenção por desafiar explicações tradicionais. Marte e Terra têm idades próximas, cerca de 4,6 e 4,54 bilhões de anos, respectivamente, e condições parecidas no início, com atmosferas protetoras e água líquida. Isso abre a possibilidade de que microrganismos marcianos tenham viajado para a Terra em meteoritos, trazendo a vida que aqui floresceu.
A teoria sugere que, ao contrário da Terra, que sofreu um impacto gigantesco formando a Lua, Marte pode ter mantido uma estabilidade relativa, garantindo condições adequadas para a evolução da vida por centenas de milhões de anos. O microrganismo ancestral Luca (último ancestral comum universal), que viveu há cerca de 4,2 bilhões de anos, poderia ter descendência marciana ou terrestre.
O desafio para a hipótese está na sobrevivência de formas de vida durante a jornada entre planetas. Microrganismos resistentes, capazes de tolerar radiação e desidratação, poderiam sobreviver presos dentro de meteoritos, mas as condições extremas tornam essa travessia improvável.
Além disso, estima-se que o intervalo de 290 milhões de anos após a formação da Lua seja tempo suficiente para que a vida tenha surgido e se diversificado na Terra por processos químicos naturais. Isso deixa em aberto se fomos realmente todos marcianos ou se a vida evoluiu de forma independente aqui.
Estudos futuros, incluindo simulações e experiências de laboratório, continuam investigando se a origem da vida pode ser de Marte ou da própria Terra. A resposta pode trazer entendimento sobre nossa própria história e sobre a habitabilidade em outros mundos.
Via Folha de S.Paulo