A história de Guinefort, o cachorro cultuado como santo na Idade Média

Descubra a história de Guinefort, o cachorro que foi venerado como santo até ser proibido pela Igreja Católica.
08/01/2026 às 11:42 | Atualizado há 1 dia
               
A descrição destaca a bondade de São Guinefort, ressaltando sua pureza e caráter. (Imagem/Reprodução: Super)

Na Idade Média, um galgo inglês chamado Guinefort foi cultuado como santo após salvar um bebê de uma cobra venenosa. Seu dono matou o cachorro por engano, mas depois descobriu o ato heroico. A história virou um culto popular conhecido como São Guinefort.

A Igreja Católica proibiu a veneração oficial por meio do inquisidor Estêvão de Bourbon, que destruiu o memorial do animal. Apesar disso, o povo manteve a devoção, realizando rituais para proteção das crianças no Bosque de São Guinefort.

Essa história mistura fé e folclore, mostrando como um cachorro ganhou status de santo para muitos, mesmo sob proibição da Igreja. O local ainda pode ser visitado e a data 22 de agosto mantém a lembrança do culto.

Na Idade Média, o galgo inglês Guinefort ganhou status de santo popular após salvar um bebê de uma cobra venenosa. Seu dono, um nobre francês, o matou ao encontrar berço derrubado e o cachorro com sangue na boca, acreditando que o animal atacara o filho. Mais tarde, o casal descobriu o bebê vivo e a serpente morta, revelando o ato heroico de Guinefort.

A história circulou oralmente e o povo o cultuou como um protetor das crianças, criando o culto de São Guinefort. Durante a época em que o processo formal de canonização ainda era incipiente, santos locais eram comuns. No entanto, a Igreja Católica, por meio do inquisidor Estêvão de Bourbon, proibiu oficialmente essa veneração. Ele destruiu os restos do cachorro e as árvores no memorial construído em sua homenagem.

Apesar dessa repressão, a devoção persistiu. O povo criou um ritual para pedir a cura das crianças, trançando galhos no bosque chamado Bosque de São Guinefort. A crença incluía histórias sobre changelings, crianças supostamente trocadas por fadas, e a fé em Guinefort como protetor.

Uma pesquisa no final do século 19 registrou o ritual e os testemunhos locais confirmando a memória do cão como santo. O dia 22 de agosto é lembrado como a data dedicada a São Guinefort, ligada a outro santo de mesmo nome. Atualmente, o bosque ainda pode ser visitado.

Essa história única ilustra como a fé e o folclore podem se misturar, levando um cachorro a ser santo para muitos, mesmo diante da desconfiança e proibição da Igreja.

Via Super

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