No início do século 20, Barcelona foi palco de um dos casos criminais mais perturbadores da Europa, protagonizado por Enriqueta Martí, conhecida como a Vampira de Barcelona. Ela explorava crianças sequestradas para a fabricação de remédios à base de restos humanos.
Em 1912, a polícia descobriu ossos, roupas ensanguentadas e outros restos em seu apartamento, desencadeando investigações sobre o envolvimento de famílias poderosas. Martí, presa, morreu na cadeia sob circunstâncias controversas.
O caso revela uma rede de exploração infantil e mistérios sobre o número real de vítimas e a possível proteção de influentes, segredos que nunca foram totalmente esclarecidos.
No início do século 20, Barcelona viveu um dos episódios criminais mais sombrios da Europa, protagonizado por Enriqueta Martí, conhecida como a “Vampira de Barcelona”. Martí, nascida em 1868, passou da condição de empregada e prostituta a dona de um bordel frequentado pela elite da cidade, como médicos e políticos. No entanto, de dia, vestia-se de mendiga e rondava bairros pobres, onde, segundo investigações, sequestrava crianças desacompanhadas.
Em seu apartamento na Carrer Ponent, ela explorava menores e fabricava ungüentos e poções usando restos humanos, vendidos como remédios milagrosos. Em 1909, a polícia suspeitou de prostituição infantil em sua residência, mas o caso foi arquivado devido à influência dos clientes poderosos.
A reviravolta veio em 1912, quando a menina Teresita Guitart Congost desapareceu e sua ausência mobilizou a cidade. Ao ser resgatada, ela e outra garota, Angelita, contaram ter sido atraídas com doces, terem os cabelos raspados e terem sido renomeadas por Martí. A polícia encontrou no local sacos com roupas ensanguentadas, facas, cerca de 30 ossos pequenos e dezenas de recipientes com restos humanos.
Entre os achados, estavam um livro antigo, cadernos de receitas e uma lista com nomes de famílias influentes, o que levantou suspeitas de encobrimento. Presa na cadeia Reina Amalia, Martí morreu espancada por outras detentas, com atestado registrando câncer como causa oficial.
A história da Vampira de Barcelona permanece envolta em mistérios, como o número real de desaparecidos e a proteção de poderosos envolvidos, segredos que ficaram enterrados com ela.
Via Danuzio News