Após dez anos, a H&M finalmente se instala no Brasil com quatro lojas em São Paulo e um e-commerce funcionando desde o início. O CEO Joaquim Pereira destaca o comprometimento da empresa com o mercado brasileiro, embora a entrada estivesse prevista desde 2014 e tenha sido adiada pela complexidade do ambiente local.
A H&M investiu em um centro de distribuição em Extrema, Minas Gerais, visando garantir eficiência logística. Com uma área de 25 mil metros quadrados e planos para expansão, a expectativa é de gerar cerca de 450 empregos até 2025. Além disso, a produção local é enfatizada, com calçados e jeans sendo fabricados no Brasil, fortalecendo a conexão com fornecedores regionais.
A estratégia inclui práticas sustentáveis, com redução nas emissões de CO₂ e uso da inteligência artificial para otimização da produção. Com um modelo de trabalho inovador, a H&M busca equilibrar as jornadas dos funcionários e promover um ambiente mais justo. Pereira afirma que esta é apenas a primeira etapa de um projeto de longo prazo no Brasil.
Após uma espera de dez anos, a varejista sueca H&M finalmente H&M chega ao Brasil com um ambicioso plano de negócios. Serão abertas quatro lojas em São Paulo em um intervalo de apenas três meses, com a operação de um e-commerce nacional a partir do primeiro dia. O CEO Joaquim Pereira, que tem vasta experiência em mercados globais, destaca a decisão de investir no Brasil como um compromisso sério.
Pereira, que possui uma carreira de mais de 30 anos na H&M, comentou que a companhia teve que estudar minuciosamente o mercado brasileiro para fazer sua entrada da forma correta. Ele ressaltou que a intenção de iniciar operações no país data de 2014, mas a falta de preparação para um mercado complexo levou a um adiamento.
Para fortalecer sua presença, a H&M investiu em um centro de distribuição em Extrema, Minas Gerais, que já conta com 25 mil metros quadrados e capacidade para expandir até 40 mil metros quadrados. Inclusive, a previsão é que a operação conte com cerca de 450 funcionários até o final de 2025, contando tanto com os operadores do e-commerce quanto suas lojas físicas.
Outro ponto importante é a produção local. Atualmente, todos os calçados da H&M são fabricados no Brasil, assim como uma parte significativa de seu jeans e moda praia. O plano é fortalecer essa linha de produtos, buscando cada vez mais se conectar com fornecedores e matérias-primas locais.
Com um olhar voltado ao bem-estar dos colaboradores, a H&M implementará uma escala de trabalho 5×2, algo relativamente inédito no varejo, garantindo que os funcionários tenham folgas fixas aos fins de semana. Pereira acredita que esta medida poderá incentivar outras empresas a repensarem suas práticas laborais e promover um ambiente mais equilibrado.
A estratégia de sustentabilidade é outro pilar da companhia, que já conseguiu reduzir em 41% suas emissões de CO₂ desde 2018, com vistas a uma meta de 56% até 2030. O uso de água na produção também deve diminuir em 38%, enquanto a redução de plástico nas embalagens é de 44%. A H&M direcionou um investimento de US$ 180 milhões em iniciativas sustentáveis, incluindo o uso de inteligência artificial para gerenciar melhor a demanda e evitar o excesso de produção.
No que se refere ao e-commerce, o portal online será ativado no mesmo dia da abertura da primeira loja e deverá operar de forma significativa, mas sua relevância pode diminuir com a abertura de mais unidades físicas. A meta inicial envolve a inauguração das lojas nos shoppings Iguatemi São Paulo, Anália Franco, Campinas e Morumbi até o final do ano.
Pereira enfatiza que a entrada da H&M no Brasil não representa apenas um novo mercado, mas sim um projeto de longa duração, construído com a essência e o apoio da cultura local. A H&M está pronta para deixar sua marca no Brasil, reafirmando sua visão de futuro no setor de moda.
Via Exame