IA realmente cria ideias novas ou apenas recria conteúdos antigos?

Entenda se a IA é capaz de inovar ou apenas reproduz conhecimentos antigos com exemplos reais na ciência.
15/01/2026 às 06:43 | Atualizado há 24 horas
               
GPT-5 impulsiona avanços em matemática, biologia e química com inteligência artificial. (Imagem/Reprodução: Redir)

Sistemas avançados de IA, como o GPT-5, têm auxiliado em áreas como matemática e biologia, mas ainda há dúvida se essas máquinas criam ideias inéditas ou apenas reinterpretam materiais já existentes.

Pesquisadores destacam que a IA funciona melhor como uma ferramenta para acessar e combinar informações complexas rapidamente, ajudando a propor hipóteses e acelerar pesquisas científicas, mas sem substituir o papel humano na análise crítica.

Especialistas afirmam que, apesar da IA não gerar inovação genuína sozinha, sua colaboração com cientistas pode aumentar a eficiência dos experimentos e o avanço do conhecimento quando bem orientada e supervisionada.

Sistemas como o GPT-5, lançados pela OpenAI, têm impulsionado avanços em áreas como matemática, biologia e química, mas a questão principal é se eles conseguem criar algo genuinamente novo ou apenas reproduzem conhecimentos já existentes. Uma startup chamada Harmonic usou sua IA, o Aristotle, em parceria com o GPT-5.2 Pro para resolver problemas famosos da matemática, conhecidos como problemas de Erdos. No entanto, especialistas afirmam que as soluções apresentadas não são inéditas, mas sim reinterpretações de trabalhos humanos anteriores.

O matemático Terence Tao comparou o desempenho da IA ao de um estudante que decorou muito conteúdo, mas não compreende profundamente os conceitos. Ainda assim, essas tecnologias mostram valor ao acessarem rapidamente informações difíceis de localizar por humanos, auxiliando na proposição de hipóteses e direcionando pesquisas, o que pode acelerar experimentos científicos.

Pesquisadores utilizam IAs para identificar soluções em problemas complexos, mas destacam que o papel humano permanece fundamental para guiar, avaliar e selecionar as contribuições da máquina. O uso da IA reduz o número de experimentos necessários, ampliando a eficiência no desenvolvimento científico.

Embora a IA ainda não crie ideias originais de forma independente, sua capacidade de analisar grandes volumes de informação e colaborar com especialistas a torna uma ferramenta poderosa, especialmente quando deve ser interpretada e orientada por um pesquisador experiente para que seu potencial seja plenamente explorado.

Via Folha de S.Paulo

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.