Idade da ‘Princesa de Bagicz’, na Polônia, é revelada após anos de mistério arqueológico

Descubra a idade da 'Princesa de Bagicz' na Polônia, desvendada após investigações arqueológicas de mais de 100 anos.
02/03/2026 às 20:41 | Atualizado há 4 horas
               
Alimentação por peixes de água doce pode ter afetado a precisão da datação por radiocarbono. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

No século 19, restos mortais de uma jovem chamada ‘Princesa de Bagicz’ foram encontrados na Polônia com ornamentos que indicavam status social elevado.

Estudos iniciais apresentaram dúvidas na datação do caixão, que foi finalmente confirmada por dendrocronologia como sendo por volta de 120 d.C., corrigindo erros de análise anteriores.

Pesquisadores planejam agora análises de DNA e reconstrução facial para entender melhor essa figura histórica e o contexto cultural da época.

No final do século 19, um caixão contendo restos mortais de uma mulher jovem foi encontrado em Bagicz, Polônia, acompanhado por ornamentos de bronze que indicavam seu status elevado, por isso foi apelidada de Princesa de Bagicz. Por décadas, sua datação foi objeto de debate entre arqueólogos e pesquisadores das Universidades de Szczecin e Varsóvia.

As primeiras análises indicavam que o sepultamento datava do final da primeira metade do século 2, contudo, em 2018, a datação por radiocarbono (C14) sugeriu uma antiguidade cerca de 100 anos maior. Para esclarecer a divergência, as equipes acadêmicas recorreram à dendrocronologia, técnica que analisa os anéis das árvores usadas no caixão.

A dendrocronologia comprovou que a madeira foi cortada por volta de 120 d.C., o que indica que a mulher provavelmente morreu nessa época. O estudo também revelou que o caixão foi confeccionado com madeira fresca, prática associada à cultura Wielbark, antiga da região polonesa.

Um erro relevante na datação por radiocarbono foi explicado pelo “efeito reservatório”, causado pelo consumo frequente de peixes de água doce na dieta da mulher. Esse fator pode alterar a datação, já que organismos aquáticos incorporam carbono “antigo”, distorcendo resultados.

Estes achados sugerem que o túmulo da Princesa de Bagicz faz parte de um cemitério maior, possivelmente protegido pelo aumento do nível da água ao longo do tempo. Agora, pesquisadores planejam realizar análises de DNA e reconstrução facial para aprofundar o conhecimento sobre essa figura histórica.

Via Galileu

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.