Um estudo recente publicado na JAMA Network acompanhou 5.472 mulheres entre 63 e 99 anos, mostrando que aquelas com maior força muscular apresentam menor risco de mortalidade.
A força foi medida pela preensão manual, revelando que o aumento na força está associado a uma redução significativa na chance de morte. O estudo destaca o papel do fortalecimento muscular independente do exercício aeróbico.
Esses resultados reforçam a importância de exercícios que desenvolvam a força muscular para promover a saúde, preservar a independência e melhorar a qualidade de vida na terceira idade.
Um estudo recente divulgado na revista JAMA Network revela que mulheres idosas com maior força muscular apresentam menor risco de mortalidade. A pesquisa acompanhou 5.472 participantes entre 63 e 99 anos, constatando que aquelas que realizaram qualquer atividade de fortalecimento muscular tiveram uma redução de 15% no risco de morrer, em comparação às que não praticavam exercícios.
A força foi avaliada pela preensão manual, com cada aumento de 5 kg associado a uma diminuição de 8% no risco de morte. O estudo também considerou outras variáveis como idade, etnia, peso, tabagismo, pressão arterial, além do uso de acelerômetros para medir o sedentarismo e atividade física.
Os resultados destacam a importância da força muscular além do exercício aeróbico, apontando que mesmo mulheres que não alcançavam as recomendações oficiais de prática aeróbica apresentaram menor mortalidade quando tinham maior força. O levantamento reforça as recomendações de profissionais da saúde, que indicam atividades de fortalecimento muscular ao menos duas vezes por semana.
O acompanhamento durou mais de 10 anos, período em que foram registrados 1.964 óbitos entre as voluntárias. A manutenção da força muscular está relacionada à preservação da independência funcional e à redução de hospitalizações, fatores que contribuem para a qualidade de vida na terceira idade.
O estudo também aponta que a inflamação associada ao envelhecimento pode comprometer os músculos, mas a força muscular mantém seu papel protetor mesmo após ajustar para esse indicador.
Via Galileu