Idosas com mais força muscular têm menor risco de mortalidade, mostra estudo

Pesquisa mostra que idosas com maior força muscular têm menos chances de morrer. Descubra os benefícios para a saúde na terceira idade.
13/02/2026 às 19:23 | Atualizado há 5 horas
               
Estudo de 10 anos com 5 mil mulheres entre 63 e 99 anos revela dados importantes. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

Um estudo recente publicado na JAMA Network acompanhou 5.472 mulheres entre 63 e 99 anos, mostrando que aquelas com maior força muscular apresentam menor risco de mortalidade.

A força foi medida pela preensão manual, revelando que o aumento na força está associado a uma redução significativa na chance de morte. O estudo destaca o papel do fortalecimento muscular independente do exercício aeróbico.

Esses resultados reforçam a importância de exercícios que desenvolvam a força muscular para promover a saúde, preservar a independência e melhorar a qualidade de vida na terceira idade.

Um estudo recente divulgado na revista JAMA Network revela que mulheres idosas com maior força muscular apresentam menor risco de mortalidade. A pesquisa acompanhou 5.472 participantes entre 63 e 99 anos, constatando que aquelas que realizaram qualquer atividade de fortalecimento muscular tiveram uma redução de 15% no risco de morrer, em comparação às que não praticavam exercícios.

A força foi avaliada pela preensão manual, com cada aumento de 5 kg associado a uma diminuição de 8% no risco de morte. O estudo também considerou outras variáveis como idade, etnia, peso, tabagismo, pressão arterial, além do uso de acelerômetros para medir o sedentarismo e atividade física.

Os resultados destacam a importância da força muscular além do exercício aeróbico, apontando que mesmo mulheres que não alcançavam as recomendações oficiais de prática aeróbica apresentaram menor mortalidade quando tinham maior força. O levantamento reforça as recomendações de profissionais da saúde, que indicam atividades de fortalecimento muscular ao menos duas vezes por semana.

O acompanhamento durou mais de 10 anos, período em que foram registrados 1.964 óbitos entre as voluntárias. A manutenção da força muscular está relacionada à preservação da independência funcional e à redução de hospitalizações, fatores que contribuem para a qualidade de vida na terceira idade.

O estudo também aponta que a inflamação associada ao envelhecimento pode comprometer os músculos, mas a força muscular mantém seu papel protetor mesmo após ajustar para esse indicador.

Via Galileu

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.