As **metas fiscais de 2026** correm sério risco de não serem alcançadas, caso o cenário atual das contas públicas persista. O alerta foi emitido pela Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, em seu mais recente Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF). O documento destaca a urgência de uma reforma fiscal para evitar o crescimento da dívida e preservar a capacidade de investimento do governo.
Mesmo com os cortes de R$ 20,7 bilhões já anunciados, o déficit primário deve atingir R$ 83,1 bilhões em 2025, impactando diretamente a dívida pública. A IFI prevê que, se a situação não mudar, o Brasil terá dificuldades para cumprir as metas orçamentárias a partir de 2026.
A dívida bruta do governo pode saltar de 77,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 para quase 125% em 2035, atingindo 100% do PIB já em 2030. As projeções indicam uma insustentabilidade do regime fiscal atual, comprometendo o arcabouço fiscal.
Técnicos da IFI defendem um diálogo entre o Congresso, o governo e a sociedade para implementar mudanças que garantam o equilíbrio fiscal a médio e longo prazo. A preocupação central é o aumento contínuo das despesas primárias, que devem crescer de 18,9% para 20,4% do PIB até 2035, enquanto as receitas devem estagnar ou até mesmo diminuir.
Para atingir a meta fiscal em 2025, seria necessário um corte adicional de R$ 30,9 bilhões, o que não está previsto atualmente. A IFI afirma que a meta será cumprida “no limite”, devido à margem de tolerância do arcabouço fiscal, mas isso não impedirá o aumento da dívida.
Medidas recentes do governo, como a elevação do IOF e a Medida Provisória nº 1.303/2025, que busca novas fontes de arrecadação, enfrentam resistência no Congresso. A IFI não considera os efeitos dessas propostas em suas projeções devido à incerteza sobre sua aprovação.
A situação fiscal do país exige atenção e medidas estruturais para garantir a sustentabilidade das contas públicas e o cumprimento das **metas fiscais de 2026**. O debate sobre o futuro econômico do Brasil está aberto, e as decisões tomadas agora terão um impacto duradouro.
Via InfoMoney