iFood notifica 99Food por recrutamento inadequado de funcionários

iFood acusa 99Food de práticas de recrutamento inadequadas e cláusulas de não concorrência.
28/08/2025 às 15:06 | Atualizado há 6 horas
iFood notifica 99Food
iFood acusa 99Food de recrutamento inadequado e não concorrência. (Imagem/Reprodução: Startups)

O iFood enviou uma notificação extrajudicial à 99Food devido a práticas consideradas inadequadas de recrutamento. A empresa acusa a 99Food de contatar colaboradores que possuem cláusulas de não concorrência, alegando que isso não seria um impedimento para uma possível contratação.

Adicionalmente, a 99Food enfrenta críticas da Keeta, uma empresa do grupo chinês Meituan, que a processou por implementar cláusulas de bloqueio em contratos com restaurantes. A Keeta defende que essas práticas visam dificultar sua entrada no mercado de São Paulo, acirrando a concorrência.

As cláusulas de não concorrência são comuns em setores que lidam com informações sensíveis. O iFood enfatiza que tais cláusulas têm o objetivo de proteger segredos empresariais e garantir que informações estratégicas não sejam usadas por concorrentes.

O iFood notifica 99Food por práticas de recrutamento consideradas inadequadas. A notificação extrajudicial enviada pela empresa pede o fim do processo de cooptar colaboradores que têm contratos com cláusulas de não concorrência. Os recrutadores da 99Food foram acusados de contatar esses profissionais pelo LinkedIn, alegando que as cláusulas não seriam problemáticas para uma possível contratação.

Recentemente, a 99Food também enfrentou críticas da marca **Keeta**, que pertence ao grupo chinês Meituan. Essa empresa processou a 99Food, acusando-a de implementar cláusulas de bloqueio nos contratos com restaurantes parceiros, limitando a concorrência no mercado. A Keeta alegou que esse processo foi criado especificamente para dificultar sua entrada em São Paulo.

O iFood aponta que essas abordagens não são novas. A prática de cooptar funcionários com claúsulas de non-compete já foi registrada anteriormente no exterior, especialmente na China, onde a Didi Chuxing, controladora da 99Food, foi acusada de métodos desleais no recrutamento de pessoal. Em 2017, a AutoNavi Maps denunciou a Didi Chuxing por incitar a saída de engenheiros, com funcionários alegadamente copiando informações confidenciais em suas demissões.

As cláusulas de não concorrência são válidas em muitas empresas que lidam com informações sensíveis. Elas visam proteger dados e conhecimentos estratégicos, garantindo que essas informações não sejam utilizadas por concorrentes. O iFood esclarece que, ao se desligar, o funcionário pode ser impedido de trabalhar para concorrentes por um período determinado, e receberá compensação durante esse tempo.

Além disso, a legislação relacionada à Propriedade Industrial trata a exploração de segredos empresariais como um crime de concorrência desleal, o que indica a seriedade da questão. O iFood reafirma sua posição em defender seus direitos e as cláusulas acordadas no momento da contratação.

Em meio a estas tensões, os reflexos dessas ações no mercado de delivery, especialmente entre as gigantes do setor, indicam um ambiente de competitividade acirrada, onde práticas de concorrência e retenção de talentos são mais relevantes do que nunca.

Via Startups

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.