A iGreen Energy, fundada pelos irmãos Amanda Durante e Thiago Alexander, oferece energia solar por assinatura por meio de um modelo de marketing multinível. Amanda, também pastora, vê o negócio como um “mover de Deus”, enquanto Thiago destaca o retorno financeiro rápido para licenciados.
O ingresso na rede custa R$ 1.997, com ganhos prometidos por meio de comissões e bônus que incluem prêmios como viagens e carros. A empresa possui cerca de 25 mil licenciados e planeja expandir até 2026, atuando como intermediária entre clientes e fornecedores, sem vender energia diretamente.
Apesar do investimento da Comerc, ligada à Vibra Energia, o modelo levanta preocupações quanto à transparência, cancelamentos e semelhanças com esquemas de pirâmide. O Ministério Público Federal e a Aneel acompanham a atuação da iGreen, num setor regulatório ainda em construção.
Os irmãos Amanda Durante e Thiago Alexander fundaram a iGreen Energy, uma empresa que oferece energia solar por assinatura com um modelo de marketing multinível. Amanda, que também é pastora evangélica, expressa que a iniciativa representa um “mover de Deus” e busca impactar a “vida espiritual” dos parceiros. Thiago, por sua vez, destaca o retorno financeiro rápido como atrativo para os licenciados.
Para entrar na rede, o interessado paga uma licença de R$ 1.997, que Thiago promete poder recuperar em até dez dias. Os ganhos incluem comissões e royalties “até o infinito”, conforme propagado nos vídeos de divulgação, com recompensas que variam de viagens a carros elétricos e até um Porsche Taycan.
A iGreen afirma ter cerca de 25 mil licenciados atualmente e pretende ampliar sua base de clientes, estimada em 500 mil, até 2026. A empresa não vende energia diretamente, funcionando como uma plataforma intermediadora entre fornecedores e clientes que compram energia coletivo. Para isso, oferece acesso a serviços via aplicativos e conecta participantes a fornecedores.
Apesar do investimento institucional da Comerc, ligada à Vibra Energia, o modelo levanta dúvidas quanto à transparência e cancelamento de contratos, além de operar num cenário regulatório ainda em construção. Ganhos dependentes do recrutamento se assemelham a esquemas de pirâmide, algo atentamente monitorado pelo Ministério Público Federal e pela Aneel, que realiza fiscalização específica no setor.
A remuneração dos participantes combina bônus por contratação de novos licenciados e comissões sobre as contas dos clientes. Porém, mais de 90% dos ganhos dos níveis superiores dependem das redes formadas a partir do recrutamento, revelando a complexidade do modelo que mescla fé, negócios e energia solar por assinatura.
Via InvestNews