Durante a NRF, varejistas discutiram como a inteligência artificial ‘agentic’ está mudando o comércio eletrônico. A tecnologia promete aumentar as vendas online, podendo alcançar 25% do e-commerce até 2030, segundo a Deloitte.
Entretanto, há preocupação com o domínio crescente das big techs, que pode afetar a fidelidade do consumidor às marcas tradicionais. Empresas como Magalu e Casas Bahia já adaptam suas estratégias para aproveitar esses avanços.
O desafio para o varejo será usar essa IA para melhorar a relação com os clientes e manter a competitividade em um mercado em constante transformação.
Durante a semana da NRF, varejistas discutiram o papel da agentic AI no comércio eletrônico. Com o recente anúncio do Universal Commerce Protocol pelo Google, cresce a expectativa sobre como a tecnologia de chatbots pode transformar a experiência de compra. Segundo a Deloitte, as vendas via agentes de IA poderão atingir 25% do e-commerce até 2030, o que, para a McKinsey, significaria entre US$ 3 trilhões e US$ 5 trilhões anuais.
Porém, o avanço dessa inteligência artificial traz desafios. Muitos varejistas temem que as big techs consolidem ainda mais seu domínio no setor, já visto no controle sobre publicidade digital. Uma pesquisa da Deloitte revela que 81% dos varejistas acreditam que a inteligência artificial generativa pode diminuir a fidelidade dos consumidores às marcas tradicionais.
O CEO do Magalu, Fred Trajano, destacou que o uso do agentic AI é inevitável e que as varejistas precisam agir rápido para evitar que as grandes empresas monopolizem o mercado. O Magalu lançou o “WhatsApp da Lu” como estratégia para se adaptar a essa tendência com bons resultados.
Na Casas Bahia, o CEO Renato Franklin afirma que a empresa está buscando parcerias com as big techs para aproveitar os dados e testar novas soluções, especialmente em produtos das categorias branca e marrom. Já Fabio Faccio, da Renner, acredita que a tecnologia será uma aliada para aumentar a eficiência, enfatizando que a loja física não será substituída pelo digital.
O caminho para varejistas será definir como usar a agentic AI de forma a potencializar o relacionamento com os clientes e competir neste ambiente em mudança constante.
Via Brazil Journal