O início de 2026 registra tensão crescente entre Estados Unidos, Israel e Irã, afetando o mercado global de energia. Países como Noruega e Canadá se destacam ao aumentar suas receitas com a alta do petróleo, beneficiando suas finanças públicas.
Os Estados Unidos também lucram com a elevação dos preços e mantêm o dólar e seus títulos como refúgios seguros. Na América Latina, o Brasil pode aproveitar o contexto, apesar de desafios inflacionários. Em contrapartida, China, Japão e Coreia do Sul enfrentam impactos negativos devido à dependência de energia importada e à valorização do dólar.
O início de março de 2026 marca um momento crítico no cenário geopolítico com a escalada das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã, impactando diretamente os fluxos de capital globais. Nesse contexto de risco elevado, alguns países exportadores de energia, como Noruega e Canadá, destacam-se como os principais beneficiados. Segundo o CIO do EFG Private Wealth Management, Luís Ferreira, eles recebem mais dólares e fortalecem suas finanças públicas.
O Canadá já aumentou seus lucros com exportações de petróleo, atingindo US$ 155 bilhões em 2025, enquanto a Noruega vendeu cerca de US$ 44 bilhões no mesmo ano. Com os Estados Unidos como maior comprador, a expectativa é que esses números cresçam com o preço do barril acima dos US$ 80. Os EUA, que também produzem gás de xisto, devem ver seus ganhos subirem, além de manterem o dólar e seus títulos como refúgios seguros para investidores.
Na América Latina, o Brasil, isolado do conflito, pode se beneficiar com a alta do preço do petróleo, embora enfrente desafios inflacionários internos. Setores relacionados a defesa, segurança e biotecnologia também devem atrair investimentos maiores, especialmente em países como França, Alemanha e Suíça.
A China, por outro lado, enfrenta riscos elevados por sua dependência do petróleo iraniano barato. Com quase metade de seu suprimento externo passando pelo Estreito de Ormuz, possíveis interrupções elevam custos e pressionam sua economia.
Além disso, países importadores líquidos de energia, como Japão e Coreia do Sul, terão dificuldades devido ao aumento dos preços e à desvalorização de suas moedas frente ao dólar.
Via Forbes Brasil