As mulheres desempenharam um papel importante na criação de mapas desde a antiguidade, embora sua contribuição tenha sido pouco reconhecida. Desde o bordado de mapas na China antiga até a produção de mapas na Segunda Guerra Mundial, sua participação foi constante e essencial.
A representação feminina da Terra em mapas antigos reflete a simbolização cultural da mulher como origem da vida e conexão com o ambiente. Com o avanço tecnológico, mulheres como Gladys West e Evelyn Pruitt ampliaram a função da cartografia com modelos matemáticos e o conceito de sensoriamento remoto.
Apesar dos avanços, ainda há desafios na inclusão de dados que reflitam as experiências femininas. Organizações dedicadas buscam fortalecer a presença das mulheres na cartografia para garantir representações mais justas e completas dos territórios e suas desigualdades.
As contribuições das mulheres na criação de mapas são antigas, mas historicamente pouco reconhecidas. Desde o bordado de mapas em seda, realizado no século IV na China, até a participação crucial durante a Segunda Guerra Mundial, quando foram responsáveis pela produção de mapas topográficos e interpretação de fotografias aéreas, o papel feminino na cartografia se mantém presente apesar da pouca visibilidade.
A representação da Terra como feminina é tradicional em muitas culturas, simbolizando a origem da vida e a conexão com o ambiente. Mapas antigos, como o “Europa Regina”, utilizavam formas femininas para ilustrar países, revelando as relações entre território, poder e gênero.
Com o avanço da tecnologia, as mulheres ampliaram seu espaço na cartografia. A matemática Gladys West, por exemplo, desenvolveu modelos matemáticos essenciais para o funcionamento dos sistemas de GPS. Na década de 1950, o termo sensoriamento remoto foi criado por Evelyn Pruitt, destacando o uso de imagens de satélite para mapear a Terra.
No entanto, a cartografia ainda enfrenta a falta de dados adequados para refletir as questões das mulheres, especialmente em temas como saúde, violência e planejamento urbano. Para ampliar essa participação, organizações como African Women in GIS, GeoChicas e Women in GIS promovem treinamentos e mapeamentos com foco nas necessidades femininas.
Hoje, a presença e o protagonismo das mulheres na elaboração de mapas são fundamentais para uma representação mais completa e justa dos territórios, ajudando a ampliar a compreensão sobre o mundo e suas desigualdades.
Via The Conversation