No cenário empresarial de 2025, a importância dos dados transcende a antiga analogia do petróleo. Atualmente, os dados para negócios são essenciais para a sobrevivência das empresas. Organizações que negligenciam a estruturação, governança e utilização inteligente dos dados tendem a perder competitividade e eficiência.
Um estudo da consultoria IDC estima que o volume de dados globais atingirá 175 zettabytes ainda este ano. Nesse contexto, uma abordagem estratégica focada em governança, qualidade e acesso seguro à informação torna-se imprescindível para a gestão de qualquer empresa.
A Inteligência Artificial (IA), o Machine Learning (ML) e o Processamento de Linguagem Natural (PLN) revolucionaram a análise de dados. Essas tecnologias facilitam a interpretação de grandes volumes de informação, identificam padrões, preveem comportamentos e aceleram a resposta às mudanças do mercado.
A IA generativa, impulsionada por agentes autônomos, exemplifica essa transformação. O avanço da IA generativa já se reflete no aumento dos investimentos, com projeções de gastos de US$ 2,4 bilhões até o final de 2025 em projetos de IA e IA generativa no Brasil, incluindo softwares e serviços.
A análise de borda (Edge Analytics) também se destaca como uma realidade inovadora. O processamento de informações diretamente na fonte, como em dispositivos IoT, diminui a latência e possibilita decisões em tempo real. Setores como manufatura, saúde e transporte já se beneficiam dessa abordagem.
Outro avanço notável é a análise aumentada, que democratiza o acesso aos dados para negócios, permitindo que profissionais de diversas áreas obtenham insights sem conhecimentos técnicos especializados. Paralelamente, o modelo Data as a Service (DaaS) simplifica o consumo de dados de diversas fontes.
A governança de dados ganha ainda mais importância, exigindo conformidade com legislações como a LGPD e a RGPD, além de regras claras de acesso e garantia da integridade da informação. Processos estruturados e lideranças capacitadas são fundamentais nesse contexto.
Mesmo informações antes negligenciadas, como os dados obscuros – informações não estruturadas e inexploradas –, podem gerar valor estratégico. A análise desses dados, com o auxílio da IA, possibilita a identificação de tendências e a otimização de operações, garantindo vantagem competitiva.
Nesse novo ecossistema, o papel do Chief Data Officer (CDO) se torna crucial. Suas responsabilidades vão além da gestão técnica, abrangendo o alinhamento do uso de dados aos objetivos organizacionais, a promoção do uso responsável da informação e a consolidação de uma cultura de decisões orientadas por dados.
A análise de Big Data deixa de ser um diferencial e se torna um elemento central para a inovação e a eficiência operacional. Empresas que conseguem extrair valor real dos dados demonstram maior capacidade de adaptação e crescimento.
O uso estratégico dos dados para negócios está moldando o futuro, e uma base de dados bem estruturada e confiável pode definir o sucesso de qualquer organização. O futuro data-driven dos negócios já começou.
Via TI Inside