O incêndio de um ônibus na Morada da Barra, Vila Velha, evidenciou um problema recorrente no transporte público. Em 2026, já há mais casos do que em 2024, totalizando 104 ônibus queimados entre 2004 e 2026, com prejuízos superiores a R$ 83 milhões.
A perda dos veículos retarda a renovação da frota, aumentando tempo de espera e lotação para os passageiros. Cada ônibus leva cerca de três meses para ser reposto, agravando o serviço diário do Transcol.
Em 2025, vários ataques ocorreram, principalmente na Serra, com suspeitas de represálias. Embora sem feridos, os eventos geram custo social e operacional que impacta diretamente os usuários do sistema.
O incêndio de um ônibus na manhã desta segunda-feira (23) no bairro Morada da Barra, em Vila Velha, evidencia um desafio recorrente que afeta diretamente quem depende do transporte coletivo. O ataque ao coletivo da linha 616 foi o primeiro registrado em 2026, ano que já soma mais ocorrências em comparação a 2024.
Ao longo de pouco mais de duas décadas, entre 2004 e 2026, 104 veículos do Sistema Transcol foram queimados por criminosos, totalizando prejuízos estimados em R$ 83,2 milhões. A conta considera apenas os ônibus totalmente destruídos, cujo valor médio atual de reposição está em torno de R$ 800 mil para cada unidade.
O impacto financeiro reflete diretamente na frota do Sistema Transcol, reduzida pela ausência dos veículos. A reposição leva cerca de três meses de fabricação, além do tempo para cumprir questões legais antes da liberação para circular. Essa redução afeta a operação diária, aumentando o tempo de espera e a lotação nos veículos que seguem em circulação.
Em 2025, vários episódios envolveram ônibus incendiados, principalmente na Serra. Em setembro, três casos ocorreram num único dia, envolvendo retirada forçada de passageiros e suspeitas de represálias relacionadas à atuação policial. Apesar da gravidade, não houve feridos nos incidentes registrados.
A continuidade dessas ações traz um custo operacional e social, refletindo não só no mercado das empresas de transporte, mas especialmente no cotidiano dos usuários do sistema.
Via ES Hoje