Um grupo de indígenas ocupa um porto em Santarém, no Pará, para protestar contra um decreto do governo que autoriza leilões de concessão de hidrovias na Região Norte. A medida inclui rios importantes como Tapajós, Madeira e Tocantins, gerando críticas devido às possíveis consequências ambientais e sociais.
Os manifestantes contestam a chamada “privatização dos rios”, que visa facilitar o escoamento do agronegócio na região. Decisões judiciais estão em andamento para liberar o porto da Cargill, principal local das manifestações, enquanto o governo planeja leilões e investimentos para desenvolver essas hidrovias.
O projeto envolve grandes trechos dos rios com potencial para conectar o Centro-Oeste a portos no Pará, beneficiando o transporte de commodities e minérios. O primeiro leilão previsto será para a hidrovia do rio Paraguai, com investimentos estimados em R$ 63 milhões no segundo semestre.
Um decreto do presidente Lula que abre caminho para leilões de concessão de hidrovias na Região Norte tem causado protestos de indígenas, que ocuparam um porto em Santarém, no Pará, para barrar as operações. A medida incluiu trechos dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins no Plano Nacional de Desestatização, o que motivou críticas e resistência principalmente devido à preocupação com impactos ambientais e sociais.
Os protestos, que começaram no início do mês, trouxeram apoio até de políticas alinhadas ao governo. Decisões judiciais recentes determinaram a atuação federal para liberar o terminal portuário da Cargill, onde ficam concentradas as manifestações. A principal reclamação é que o decreto representa a chamada “privatização dos rios”, com uso das hidrovias para escoar commodities do agronegócio, segundo deputadas da base aliada no Congresso.
O trecho planeado para o rio Madeira tem cerca de 1.075 km, o do Tocantins chega a 1.731 km e o Tapajós possui 250 km. Até agora, apenas os estudos para o Madeira foram finalizados, com investimento estimado em R$ 109 milhões e capacidade para transportar até 21 milhões de toneladas. Hidrovias seriam importantes para conectar o agronegócio do Centro-Oeste a portos no Pará e facilitar a saída de minérios do Tocantins-Araguaia.
No momento, o Ministério dos Portos e Aeroportos planeja o primeiro leilão de hidrovia no país para o rio Paraguai, com investimento previsto de R$ 63 milhões, programado para o segundo semestre.
Via Brazil Journal