Inflação dos EUA em Dezembro Influencia Movimentos do Mercado na Terça-feira

Inflação americana de dezembro deve definir o rumo dos mercados globais nesta terça-feira.
13/01/2026 às 09:03 | Atualizado há 4 horas
               
Notícias e indicadores-chave que podem movimentar os preços dos ativos nesta terça. (Imagem/Reprodução: Forbes)

Investidores acompanham a divulgação da inflação dos Estados Unidos referente a dezembro, agendada para esta terça-feira (13). Esse dado é crucial para ajustar expectativas sobre a política monetária adotada pelo Federal Reserve.

A expectativa aponta estabilidade no índice de preços ao consumidor (CPI), com variação anual de 2,6%, igual ao registrado em novembro. Apesar disso, o núcleo da inflação pode apresentar uma leve alta para 2,7%, preocupando autoridades monetárias.

Os índices ainda estão acima da meta do Fed, mantendo a cautela quanto a cortes de juros a curto prazo. Pressões inflacionárias em serviços e habitação dificultam uma desaceleração mais rápida do núcleo inflacionário.

Investidores estão atentos à divulgação da inflação americana de dezembro, marcada para esta terça-feira (13). Esse dado é fundamental para ajustar expectativas sobre a política monetária dos EUA e deve influenciar os mercados globais durante o dia.

A mediana das projeções indica estabilidade no Consumer Price Index (CPI) cheio, com variação em 12 meses mantida em 2,6%, igual ao nível registrado em novembro. No entanto, o ritmo de desinflação parece ter desacelerado no final de 2025, após uma queda mais consistente nos primeiros meses do ano.

Para o núcleo da inflação, que exclui os preços mais voláteis de alimentos e energia, a expectativa é de uma leve alta, indo a 2,7% em 12 meses, ante 2,6% anterior. Esse aumento, ainda que modesto, preocupa os formuladores de política monetária, pois reflete pressões inflacionárias subjacentes mais firmes.

Mesmo com a estabilidade, tanto o CPI cheio quanto o núcleo permanecem acima da meta de 2,0% do Federal Reserve. Isso mantém o banco central cauteloso, limitando a possibilidade de cortes de juros no curto prazo. Dados recentes reforçam a ideia de que a manutenção das taxas em patamares elevados deve permanecer durante boa parte do primeiro semestre, com ajustes futuros dependendo de resultados positivos inesperados nos índices de inflação e atividade econômica.

A composição do índice mostra que serviços ligados ao mercado de trabalho e habitação continuam pressionando, já que reagem lentamente ao aperto monetário, dificultando uma queda mais rápida do núcleo inflacionário.

Via Forbes Brasil

Sem tags disponíveis.
Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.