Inflação na zona do euro desacelera para 2% em dezembro e deve continuar caindo em 2026

Inflação da zona do euro desacelera para 2% em dezembro; expectativa é de queda contínua até 2026, com destaque para energia e alimentos.
07/01/2026 às 09:26 | Atualizado há 1 dia
               
Inflação no bloco monetário desacelera para 2,0% em dezembro, abaixo de novembro. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A inflação na zona do euro desacelerou para 2% em dezembro, alcançando a meta do Banco Central Europeu. A redução nos preços da energia foi fundamental para essa queda, compensando o aumento dos alimentos. A inflação subjacente também caiu para 2,3%, impulsionada pela queda nos preços de serviços e bens industriais.

Para 2025, a previsão é de que a inflação se mantenha próxima a 2%, com expectativa de recuo abaixo dessa marca em 2026 e 2027. O Banco Central Europeu deve manter sua política monetária estável, com taxa de depósito em 2%, apostando na moderação dos custos de energia para controlar a inflação.

Esse cenário indica uma estabilização dos preços na região, com a energia influenciando fortemente as variações inflacionárias. Os dados são relevantes para investidores e economistas, que acompanharão as próximas medidas econômicas do bloco.

A inflação na zona do euro desacelerou para 2,0% em dezembro, atingindo a meta do Banco Central Europeu (BCE). A queda nos preços da energia foi o principal fator para essa redução, que compensou o aumento nos custos dos alimentos. Dados recentes da Eurostat indicam também que a inflação subjacente, que exclui alimentos e energia, recuou para 2,3%, graças a uma redução nos preços de serviços e bens industriais.

Ao longo de 2025, a inflação manteve-se próxima dos 2%, e o BCE projeta que esse nível deve se manter nos próximos anos, mesmo prevendo que a inflação fique abaixo da meta em boa parte de 2026 e 2027. Apesar de algumas preocupações de autoridades sobre a possibilidade de uma pressão salarial mais moderada devido às leituras baixas, a avaliação predominante é de que essa desaceleração é temporária e relacionada à volatilidade dos preços de energia.

O BCE já sinalizou que não deve alterar sua política monetária em curto prazo, mantendo sua taxa de depósito em 2% ao longo deste ano, indicando uma postura cautelosa diante dos movimentos atuais da inflação. A expectativa é que a moderação nos custos de energia continue ajudando a controlar a pressão inflacionária dentro do bloco.

Essa tendência sugere um cenário de estabilidade para os preços na zona do euro, com destaque para a influência significativa dos preços de energia sobre as flutuações inflacionárias. Os dados da Eurostat oferecem um panorama importante para investidores e economistas acompanharem os próximos passos da política econômica na região.

Via InfoMoney

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