Pesquisa da FGV/Ibre aponta que a inflação do Natal em 2025 terá um comportamento diverso. Os preços dos alimentos típicos da ceia tendem a cair, com destaque para batata, arroz e azeite.
Por outro lado, o custo de proteínas básicas como carnes e bacalhau apresenta alta, assim como os preços dos presentes, que sobem principalmente em vestuário. O estudo relaciona o cenário a um mercado de trabalho mais firme e maior poder de compra.
Esse contexto econômico, marcado por câmbio elevado e custos logísticos, mantém pressão moderada nos preços de bens para o Natal, com impacto direto no bolso dos consumidores.
Pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) mostra que a inflação de Natal terá comportamento distinto em 2025. Enquanto os preços dos alimentos típicos da ceia devem apresentar queda, os custos dos presentes tendem a subir, refletindo variações conforme a categoria.
O levantamento aponta que os preços dos itens da ceia recuaram 1,44% em 12 meses até novembro, resultado puxado pela queda expressiva em produtos como batata-inglesa (-39,93%), arroz (-23,74%) e azeite (-19,16%). Essa redução é atribuída à melhora das safras no Brasil, desaceleração global das commodities e normalização no fornecimento.
Por outro lado, proteínas básicas para a ceia tiveram inflação positiva, com destaque para carnes bovinas (+9,46%), pernil (+8,32%), lombo suíno (+7,47%) e frango inteiro (+7,78%). O bacalhau, que caiu em 2024, agora registra alta de 20,25%, impactado pelo câmbio e oferta internacional restrita.
No segmento de presentes, o aumento geral foi de 1,41%. Embora eletrônicos ainda apresentem queda moderada (-1,29%), o vestuário subiu 1,83%, com roupas masculinas variando 3,12%. Calçados infantis mostraram queda significativa (-6,16%). Segundo o pesquisador Matheus Dias, a alta nos presentes reflete o consumo mais aquecido em 2025, apoiado pelo mercado de trabalho forte e ganhos reais de renda.
O cenário de inflação de Natal reflete uma conjuntura econômica diferente dos anos anteriores, com câmbio elevado, custos logísticos ainda altos e um mercado de consumo mais ativo, que mantém pressão moderada sobre os preços, especialmente nos bens semiduráveis.
Via InfoMoney